sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Adeus 2010!
Aprendi com o tempo...
Posso apenas dar boas razões para que gostem de mim e ter paciência,
para que a vida faça o resto.
Aprendi que não importa o quanto certas coisas sejam importantes para mim,
tem gente que não dá a mínima e eu jamais conseguirei convencê-las.
Aprendi que posso passar anos construindo uma verdade
e destruí-la em apenas alguns segundos.
Que posso usar o meu charme por apenas 15 minutos,
depois disso, preciso saber do que estou falando.
Eu aprendi... que posso fazer algo em um minuto
e ter que responder por isso o resto da vida.
Que por mais que se corte um pão em fatias,
esse pão continua tendo duas faces,
e o mesmo vale para tudo o que cortamos em nosso caminho.
Mas, aprendi também que posso ir além dos limites que eu próprio coloquei.
Aprendi... que nos momentos mais difíceis,
a ajuda veio justamente daquela pessoa que eu achava que iria tentar piorar as coisas.
Aprendi que posso ficar furioso, tenho o direito de me irritar,
mas não tenho o direito de ser cruel.
Aprendi que, não importa o quanto meu coração esteja sofrendo,
o mundo não vai parar por causa disso.
Eu aprendi... que as circunstâncias de minha infância são responsáveis pelo que eu sou,
mas não pelas escolhas que eu faço quando adulto;
Aprendi que a minha existência pode mudar para sempre, em poucas horas,
por causa de gente que eu nunca vi antes.
Aprendi também que diplomas na parede não me fazem mais respeitável ou mais sábio.
Aprendi que as palavras de amor perdem o sentido, quando usadas sem critério.
E que amigos não são apenas para guardar no fundo do peito,
mas para mostrar que são amigos.
Aprendi que certas pessoas vão embora da nossa vida de qualquer maneira,
mesmo que desejemos retê-las para sempre."
(Adaptação de um texto de William Shakespeare)
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Sobre perdas...
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Quando se é jovem e forte...
"É a esperança que permite que a gente acredite no impossível, em milagres, na felicidade plena. É a esperança que faz com que a gente sonhe, planeje, projete e torne realidade. É a esperança que dá aquela sensação de que tudo vai dar pé, de que "tudo vai se realizar no ano que vai nascer". É a esperança que faz com que as pessoas estudem, trabalhem, lutem, progridam. Ela muda os tons de cinza dos dias tristes e permite que vejamos apenas o colorido de um futuro brilhante.
A esperança faz cosquinhas no nosso coração partido, quebrado, sangrando. A esperança reanima os doentes, os que perderam tudo. A esperança faz a gente querer superar e ir em frente; faz a gente antever o futuro em que tudo estará bem e em paz. É ela que motiva, que agita, que vibra dentro de quem não tem mais opções. A esperança é um bichinho verde que mora dentro da gente e a única coisa que devemos fazer é permitir que ele viva.
... porque a gente vive temporariamente sem amor, sem família, sem paz, sem grandes desafios, sem quase tudo. Mas nem temporariamente a gente pode perder a esperança de que tudo, absolutamente tudo, vai dar certo."
http://naoquerooutrolugar.blogspot.com/
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Sonhar não custa nada
... Acredito que a consciência de que o planeta anda gravemente ferido e a constatação de que o tempo parece se esgotar muito rapidamente, agora, têm transformado radicalmente os sonhos da nova geração, tornando-os mais objetivos, mais concretos, sem nenhuma chance para aqueles sonhos-que-não-podem-ser que, outrora, preenchiam nossos dias. Talvez já não haja lugar para utopias delirantes e aspirações etéreas. Seja como for, sonhos, ainda que de formas diferentes, são feitos da mesma matéria e vale o lembrete para aqueles que ainda não desistiram deles.
Há sonhos que nascem prematuros. Geralmente são abandonados à própria sorte e acabam desaparecendo na bruma. Eu abandonei um bom número deles à beira da estrada e, anos depois, passo grande parte do meu pouco tempo livre tentando resgatá-los. Passamos todos, no final das contas. A tal maturidade de que tanto falavam nada mais é do que aceitar a nossa galopante fragilidade. Mas voltemos ao sonho, matéria da qual somos feitos. Aprendi que um sonho prematuro, com cuidado, desejo e afeto, pode sobreviver e tornar-se uma daquelas raras alegrias eternas. O problema é saber como organizar-se para chegar a eles, porque os costumes impõem novas regras até mesmo para esse nobre esporte que não custa nada."
Miguel Falabella
domingo, 12 de dezembro de 2010
Penso nisso amanhã
Da vida nunca fugi
Mas se ela fica complicada
Penso nisso amanhã
É bom poder ser dono do nariz
Aprendi mas vou ser sempre um aprendiz."
(Nico Rezende)
E mesmo quando penso que a conformação vai chegar, que o espírito vai sossegar, eis que ressurge a angústia, o cansaço e a insegurança em relação ao futuro. Ah, se eu tivesse uma bola de cristal...
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Tempo dos dias sem escola
Seu colega anda a cavalo na fazenda do avô.
Seu irmão apronta com os colegas vizinhos.
Jogam dardos.
Chutam latas.
Tacam pedras.
É assim o tempo sem escola.
Um tempo de improvisação,
De desconserto...
De não fazer nada: exercícios, deveres de casa.
De fazer tudo: brincar, jogar, correr.
O tempo dos dias sem escola desliza...
Solto e leve.
Ninfa Parreiras
P.S.: Meu pequeno vive esse tempo sem escola enquanto os pais trabalham. Haja filme, haja jogo, haja tv pra ajudar a matar o tempo. Quase coloca a casa abaixo enquanto chega o fim de semana pra sair e se divertir um pouco... ainda bem que chega a super avó pra levá-lo à terrinha, até que chegue o Natal e todo mundo se reúna de novo.
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Três anos de saudade
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Enfim, dezembro!
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Trabalho
Menina, morena
Também deseja colo,
Palavras amenas
Precisa de carinho
Precisa de ternura
Precisa de um abraço
Da própria candura
Guerreiros são pessoas
São fortes, são frágeis
Guerreiros são meninos
No fundo do peito
Precisam de um descanso
Precisam de um remanso
Precisam de um sonho
Que os tornem perfeitos
É triste ver este homem
Guerreiro menino
Com a barra de seu tempo
Por sobre seus ombros
Eu vejo que ele berra
Eu vejo que ele sangra
A dor que traz no peito
Pois ama e ama
Um homem se humilha
Se castram seu sonho
Seu sonho é sua vida
E a vida é trabalho
E sem o seu trabalho
Um homem não tem honra
E sem a sua honra
Se morre, se mata
Não dá pra ser feliz
Não dá pra ser feliz."
(Guerreiro Menino - Gonzaguinha)
"Feliz é o homem que, entre o nascer do sol e o fim do dia,
só faz aquilo que ama." (B0b Dylan)
domingo, 14 de novembro de 2010
Vocação para a felicidade
Não escreverei versos chorosos, cantando tristezas infinitas,
Carlos Drummond de Andrade
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Amor pra recomeçar
Eu te desejo
Não parar tão cedo
Pois toda idade tem
Prazer e medo...
E com os que erram
Feio e bastante
Que você consiga
Ser tolerante...
Quando você ficar triste
Que seja por um dia
E não o ano inteiro
E que você descubra
Que rir é bom
Mas que rir de tudo
É desespero...
Desejo!
Que você tenha a quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor
Prá recomeçar
Prá recomeçar...
Eu te desejo muitos amigos
Mas que em um
Você possa confiar
E que tenha até
Inimigos
Prá você não deixar
De duvidar...
[...]
Eu desejo!
Que você ganhe dinheiro
Pois é preciso
Viver também
E que você diga a ele
Pelo menos uma vez
Quem é mesmo
O dono de quem...
[...]
Eu desejo!
Que você tenha a quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor
Prá recomeçar
Prá recomeçar
Prá recomeçar...
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Romanos 8:18
que as aflições deste tempo presente
não são para comparar com a glória
que em nós há de ser revelada."
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Se as coisas fossem mães...
erra, acerta, arruma a mesa,
cozinha, escreve, trabalha fora,
ri, esquece, lembra e chora,
traz remédio e sobremesa...
Tem pai que é "tipo mãe"...
esse, então, é uma beleza!
Trecho do Livro Se as coisas fossem mães - Sylvia Orthof.
Qualquer semelhança terá sido mera coincidência.
domingo, 7 de novembro de 2010
Eduardo
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Liquidação
todos os móveis todos os pesadelos
todos os pecados cometidos ou em vias de cometer
a casa foi vendida com seu bater de portas
com seu vento encanado sua vista do mundo (...).
(Carlos Drummond de Andrade)
P.S.: Este texto me fez recordar da velha casa dos meus pais, vendida recentemente, lá na minha terrinha, para dar lugar ao progresso e ao conforto. Até o título parece ter sido feito para a ocasião. Foi vendida por um preço, uma semana depois estava valorizada em quase 50%. Crudelíssimo!
Mutantes
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Malandragem
Sou uma garotinha
Esperando o ônibus
Da escola, sozinha...
Cansada com minhas
Meias três quartos
Rezando baixo
Pelos cantos
Por ser uma menina má...
Quem sabe o príncipe
Virou um chato
Que vive dando
No meu saco
Quem sabe a vida
É não sonhar...
Eu só peço a Deus
Um pouco de malandragem
Pois sou criança
E não conheço a verdade
Eu sou poeta
E não aprendi a amar
Eu sou poeta
E não aprendi a amar...
Bobeira
É não viver a realidade
E eu ainda tenho
Uma tarde inteira
Eu ando nas ruas
Eu troco um cheque
Mudo uma planta de lugar
Dirijo meu carro
Tomo o meu pileque
E ainda tenho tempo
Pra cantar...
Eu só peço a Deus
Um pouco de malandragem
Pois sou criança
E não conheço a verdade
Eu sou poeta
E não aprendi a amar
Eu sou poeta
E não aprendi a amar...
Eu ando nas ruas
Eu troco um cheque
Mudo uma planta de lugar
Dirijo meu carro
Tomo o meu pileque
E ainda tenho tempo
Pra cantar...
Eu só peço a Deus
Um pouco de malandragem
Pois sou criança
E não conheço a verdade
Eu sou poeta
E não aprendi a amar
Eu sou poeta
E não aprendi a amar...
Quem sabe eu ainda sou
Uma garotinha!
(Cazuza/Frejat)
Minha cara!
"E eu sou mesmo esse dramático sentimento de que tudo está por um fio e eu estou prestes a perder tudo que eu penso que tenho mas não é meu. Estou andando na corda bamba acreditando sempre em sonhos impossíveis que eu teimo em pensar que talvez um dia, quem sabe, pode ser... Minha vida é um drama e eu sou a mocinha."
E olha que a mocinha chora... quer ver o drama fazer sucesso bota a mocinha pra chorar...
sábado, 9 de outubro de 2010
Metal Contra as Nuvens
Ninguém, senhor do meu domínio
Sei o que devo defender
E, por valor eu tenho
E temo o que agora se desfaz.
Viajamos sete léguas
Por entre abismos e florestas
Por Deus nunca me vi tão só
É a própria fé o que destrói
Estes são dias desleais.
Eu sou metal, raio, relâmpago e trovão
Eu sou metal, eu sou o ouro em seu brasão
Eu sou metal, me sabe o sopro do dragão.
Reconheço meu pesar
Quando tudo é traição,
O que venho encontrar
É a virtude em outras mãos.
Minha terra é a terra que é minha
E sempre será
Minha terra tem a lua, tem estrelas
E sempre terá.
[...]
É a verdade o que assombra
O descaso que condena,
A estupidez, o que destrói
Eu vejo tudo que se foi
E o que não existe mais
Tenho os sentidos já dormentes,
O corpo quer, a alma entende.
Esta é a terra-de-ninguém
Sei que devo resistir
Eu quero a espada em minhas mãos.
Eu sou metal, raio, relâmpago e trovão
Eu sou metal, eu sou o ouro em seu brasão
Eu sou metal, me sabe o sopro do dragão.
Não me entrego sem lutar
Tenho, ainda, coração
Não aprendi a me render
Que caia o inimigo então.
- Tudo passa, tudo passará...
E nossa história não estará pelo avesso
Assim, sem final feliz.
Teremos coisas bonitas pra contar.
E até lá, vamos viver
Temos muito ainda por fazer
Não olhe pra trás
Apenas começamos.
O mundo começa agora
Apenas começamos.
(Dado Villa-Lobos/ Renato Russo/ Marcelo Bonfá)
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
O Dia D
Hoje, 08 de outubro, é o último dia para desistir dessa rotina, dos dois turnos do concurso, tenho até as 17h se quiser voltar atrás. Não vou fazer isso. A razão e os vários conselhos não me deixam. Sofri demais até hoje, recuperei a silhueta há tempos perdida, perdi o apetite e o sono, perdi a paz e a alegria. Mas ainda não perdi a auto-estima, e a partir de hoje, terá de ser conformação e luta. Luta por um atalho que me leve a um horizonte melhor. Afinal, nossa vida é marcada pelas oportunidades, inclusive as que perdemos.
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Novo tempo
Estamos crescidos, estamos atentos, estamos mais vivos
Pra nos socorrer, pra nos socorrer, pra nos socorrer
No novo tempo, apesar dos perigos
Da força mais bruta, da noite que assusta, estamos na luta
Pra sobreviver, pra sobreviver, pra sobreviver
Pra que nossa esperança seja mais que a vingança
Seja sempre um caminho que se deixa de herança
No novo tempo, apesar dos castigos
De toda fadiga, de toda injustiça, estamos na briga
Pra nos socorrer, pra nos socorrer, pra nos socorrer
No novo tempo, apesar dos perigos
De todos os pecados, de todos enganos, estamos marcados
Pra sobreviver, pra sobreviver, pra sobreviver
No novo tempo, apesar dos castigos
Estamos em cena, estamos nas ruas, quebrando as algemas
Pra nos socorrer, pra nos socorrer, pra nos socorrer
No novo tempo, apesar dos perigos
A gente se encontra cantando na praça, fazendo pirraça
(Ivan Lins/Vítor Martins)
Três meses
"Ah! Eu quero colo
Quero colo sim, tipo surpresa
Eu quero colo pra que eu possa ficar feito um menino
Pra esquecer que existe a dor como destino." (Fábio Jr)
Pequeno grande homem
"Eu te amo muito'
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Escrito para mim
"Sabe aquele medo de não dar conta? Sabe aquela ânsia? Sabe aquela perturbação das idéias que tira o sono? Sabe aquele terror de que não consiga resolver tudo? Sabe aquele peso insuportável nas costas? Sabe carregar as responsabilidades todas? Sabe querer jogar tudo pra cima e se fazer de doida? Sabe quando a vontade é de sair correndo do problemas todos? Sabe quando a vida adulta se torna super difícil? Sabe quando tudo parece muito maior e muito mais difícil? Sabe quando tudo parece confuso e desanimador? Sabe quando a sensação é de que você é totalmente incapaz de lidar com a vida?"
"A adversidade é como um longo vento forte. Não quero apenas dizer que ela nos afasta de lugares aonde poderíamos ir, mas também arranca de nós tudo, menos as coisas que não podem ser arrancadas, de modo que depois nos vemos como realmente somos, e não apenas como gostaríamos de ser." (Memórias de uma gueixa - Arthur Golden; p.366)
Sabe quando tudo que você queria era correr pro colo dos pais e ficar quietinha, como fazia quando era criança e tinha medo de gente morta? É exatamente assim que venho me sentindo...
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Coração do Agreste
Regressar é reunir dois lados
À dor do dia de partir
Com os seus fios enredados
Na alegria de sentir
Que a velha mágoa
É moça temporã
Seu belo noivo é o amanhã
Eu voltei para juntar pedaços
De tanta coisa que passei
Da infância abriu-se um laço
Nas mãos do homem que eu amei
O anzol dessa paixão me machucou
Hoje sou peixe
E sou meu próprio pescador
E eu voltei no curso
Revi o meu percurso
Me perdi no leste
E a alma renasceu
Em flores de algodão
No coração do agreste
Quando eu morava aqui
Olhava o mar azul
No afã de ir e vir
Ah! Fiz de uma saudade
A felicidade pra voltar aqui
P.S: Quando ouço esta música, dá uma saudade da terrinha.
Hoje ao cantá-la, a caminho do trabalho, filosofei:
"Migrei! Como muitos de minha terra...
Em busca de melhores e maiores oportunidades,
Em busca da tão famosa agitação da cidade.
E volta e meia penso se valeu a pena,
Se ainda vale toda essa correria.
O que é mesmo qualidade de vida?
Morar longe da família?
Vê-la somente em algumas datas, e rapidamente?
Não sei, não sei, não sei.
Muitas feridas não cicatrizaram tão rápido quanto pensei.
Algumas saudades só aumentaram...
Acabei descobrindo que não é tão fácil assim cortar o cordão umbilical."
Eis que, a partir de agora, diante da oportunidade que me surge,
poderei a qualquer momento voltar.
Será a hora?
Será que devo?
Ah, são tantas decisões a serem amadurecidas...
E mais uma vez, o bom e velho senhor tempo virá em meu socorro.
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Eu sei, mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.
A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.
A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
A incrível e fascinante Rachel
Quando penso que já sei muito sobre ela, percebo que trata-se de uma mulher ímpar, inigualável, impressionante.
"O outro lado do sertanejo é a sua herança rural. Mesmo que vivendo há décadas na cidade, ele guarda o sertão como sua morada espiritual. O espaço urbano não é mais do que um lugar de sobrevivência do modus vivendi do sertanejo."
Flávio de Queiroz Salek - sobrinho-neto de Rachel, na apresentação do livro supracitado.
domingo, 5 de setembro de 2010
Fato novo
Ai, ainda bem que TUDO PASSA, TUDO PASSARÁ...
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Sol de Primavera
E a boa nova andar nos campos
Quero ver brotar o perdão
Onde a gente plantou
Juntos outra vez...
Já sonhamos juntos
Semeando as canções no vento
Quero ver crescer nossa voz
No que falta sonhar...
Já choramos muito
Muitos se perderam no caminho
Mesmo assim não custa inventar
Uma nova canção
Que venha nos trazer...
Sol de primavera
Abre as janelas do meu peito
A lição sabemos de cor
Só nos resta aprender
Aprender...
Já choramos muito
Muitos se perderam no caminho
Mesmo assim não custa inventar
Uma nova canção
Que venha trazer...
Sol de primavera
Abre as janelas do meu peito
A lição sabemos de cor
Só nos resta aprender
Aprender...
Flávio Venturini
Composição: Beto Guedes e Ronaldo Bastos
P.S. Amo meu mês: SETEMBRO. Mesmo que no Ceará não tenha as quatro estações definidas. Amo saber que nasci no mês da primavera. É especial, tem o feriado do dia 7 que sempre acabo aproveitando e juntando com meu niver. É tudo de bom.
É ouro pra mim
De repente o que era já não era mais
Mudou tudo [...]
Outra cara
Outra forma de ver e sentir
O que antes eu não entendia
Agora é ouro pra mim
A cabeça mudou
Outra cara
Eu tô fora e não vou mais sair
O que eu não precisava
Agora é preciso, [...] é assim
Lindo
Tô que nem criança
Tô de alma limpa
[...] Sou mais longe ainda
Hoje eu quero luz de sol e mar
Nova, renovada a força
[...] Tô mais forte ainda
Não tem nada fora de lugar
Renata Arruda
Composição: Peninha
terça-feira, 31 de agosto de 2010
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Uma dúzia de coisinhas que quero no fds prolongado dos meus 35 anos
- Dormir e acordar tarde
- Assistir uns filmes bons
- Sorvete com cobertura de morango
- Camarão com Coca-cola
- Rodízio de carne com sobremesa pudim de leite
- Brincar bastante com meu filho
- Andar descalça no pôr-do-sol da praia
- Dividir uma torre de chope no Bexiga com meu amor
- Comemoração típica com as amigas
- Encontrar com o tio-irmão-mais-velho e dar aquele abraço
- Receber ligações/parabéns de quem realmente importa
- Ganhar presente!
Sobre Tauá...
"Tauá é bom, mas é longe..."
"Melhor ser peixe grande no aquário de casa,
do que ser piaba no aquário dos outros."
Pérolas do Luís Eduardo
_Mamãe, menino tem pintinha e menina tem florzinha.
_Isso mesmo! - respondi.
_E também menina tem bunda gorda. - Ele continuou.
_Kkk. Quem falou isso pra vc?
_ O João Paulo. Bunda gorda que nem a da Duda! - Arrematou.
_Kkkkk.
20/08/10:
_Vá fazer xixi logo para não correr o risco de fazer na cama. - Falei antes de levá-lo pra cama.
_Mas eu não estou com vontade. Veja, a pinta nem tá doida. - Ele retrucou.
_Ih, é mesmo! Ela está dormindo.
_Ô mamãe! Pinta não dorme, ela não tem olho...
_kkkkk.
24/08/10:
De manhã cedo, ao acordar:
_Mamãe, eu quero ir pra África.
_Fazer o quê na África meu amor?
_Ver girafa, elefante e dinossauros. Mamãe, será que eles ainda vivem por lá?
_Vivem não, meu querido. Eles foram extintos deste planeta.
_Vivem sim, você é que não quer me levar!
_kkkk.
28/08/10:
No mercantil:
_Luís Eduardo, peça àquela moça ali um Assolan ou Bombril, vai lá.
_Moça, por favor você pode me dar um "assobril"?
_kkkk.
Risada geral (inclusive ele ao perceber que tinha errado).
29/08/10:
Falando com Gê ao telefone:
_Tia Gê, a Dinda e o Deivis vão se casar.
_Ah é? E você vai deixar?
_Vou sim. Mas, Tia Gê, a Dinda vai se casar e ela precisa de uma lembrancinha...
_kkkk.
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Ah, a música!
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Começar de Novo
Vai valer a pena ter amanhecido
Ter me rebelado, ter me debatido
Ter me machucado, ter sobrevivido
Ter virado a mesa, ter me conhecido
Ter virado o barco, ter me socorrido
Começar de novo e só contar comigo
Vai valer a pena ter amanhecido
Sem as tuas garras sempre tão seguras
Sem o teu fantasma, sem tua moldura
Sem tuas escoras, sem o teu domínio
Sem tuas esporas, sem o teu fascínio
Começar de novo e só contar comigo
Vai valer a pena já ter te esquecido
Começar de novo...
(Ivan Lins/Vitor Martins)
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Som
Pois que seja fraqueza então...
[...]
Se amanhã não for nada disso
Caberá só a mim esquecer
O que eu ganho, o que eu perco
Ninguém precisa saber."
Lulu Santos - Apenas mais uma de amor.
Obs: Ontem estava ouvindo rádio no carro e, de repente, esta música tocou na linda voz de uma mulher, que só depois fui saber tratava-se da Myllena. Ela realmente veio pra ficar. Vale a pena ouvir todas as músicas do seu cd. Destaque para Quando, Ouro pra Mim e Meu Jeito. Esplêndida. Ainda bem que apesar de toda a baboseira que ouvimos por aí, até que ultimamente tem aparecido umas cantoras novas para salvar nossos ouvidos. Maria Gadu é outro exemplo.
domingo, 15 de agosto de 2010
Mais uma vez
Mais uma vez eu sei
Escuridão já vi pior de endoidecer gente sã
Espera que o sol já vem.
Tem gente que está do mesmo lado que você
Mas deveria estar do lado de lá
Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar
Tem gente enganando a gente
Veja a nossa vida como está
Mas eu sei que um dia a gente aprende
Se você quiser alguém em quem confiar
Confie em si mesmo
Quem acredita sempre alcança!
Mas é claro que o sol vai voltar amanhã
Mais uma vez eu sei
Escuridão já vi pior de endoidecer gente sã
Espera que o sol já vem.
Nunca deixe que lhe digam que não vale a pena
Acreditar no sonho que se tem
Ou que seus planos nunca vão dar certo
Ou que você nunca vai ser alguém
Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar
Mas eu sei que um dia a gente aprende
Se você quiser alguém em quem confiar
Confie em si mesmo
Quem acredita sempre alcança!
(Renato Russo)
Raízes
A ILUSÃO DO MIGRANTE
se é que vim da minha terra
(não estou morto por lá?),
a correnteza do rio
me susurrou vagamente
que eu havia de quedar
lá donde me despedia.
Os morros, empalidecidos
no entrecerrar-se da tarde,
pareciam me dizer
que não se pode voltar,
porque tudo é conseqüência
de um certo nascer ali.
Quando vim, se é que vim
de algum para outro lugar,
o mundo girava, alheio
à minha baça pessoa,
e no seu giro entrevi
que não se vai nem se volta
de sítio algum a nenhum.
Que carregamos as coisas,
moldura da nossa vida,
rígida cerca de arame,
na mais anônima célula,
e um chão, um riso, uma voz
ressoam incessantemente
em nossas fundas paredes.
Novas coisas, sucedendo-se,
iludem a nossa fome
de primitivo alimento.
As descobertas são máscaras
do mais obscuro real,
essa ferida alastrada
na pele de nossas almas.
Quando vim da minha terra,
não vim, perdi-me no espaço,
na ilusão de ter saído.
Ai de mim, nunca saí.
Lá estou eu, enterrado
por baixo de falas mansas,
por baixo de negras sombras,
por baixo de lavras de ouro,
por baixo de gerações,
por baixo, eu sei, de mim mesmo,
este vivente enganado,
enganoso.
(Carlos Drummond de Andrade)
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Sobre o tempo
Carlos Drummond de Andrade
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Metade
Não me impeça de ver o que anseio
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.
Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
[...]
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece
e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta
[...]
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso
mas a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste,
e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei.
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção.
E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.
(Oswaldo Montenegro)
P.S.: "Que Deus tenha pena de mim e me perdoe."
Quase Sem Querer
Impaciente e indeciso,
E ainda estou confuso
Só que agora é diferente...
[...]
Quantas chances disperdicei
Quando o que eu mais queria
Era provar pra todo mundo
Que eu não precisava
provar nada pra ninguém
Me fiz em mil pedaços
Pra você juntar
E queria sempre achar
A explicação pro que eu sentia
Como um anjo caído
Fiz questão de esquecer
Que mentir pra si mesmo
É sempre a pior mentira
Mas não sou mais tão criança
Ao ponto de saber tudo
Já não me preocupo
Se eu não sei por quê
Às vezes o que eu vejo
Quase ninguém vê
E eu sei que você sabe
Quase sem querer
Que eu quero o mesmo que você
Tão correto e tão bonito
O infinito é realmente
Um dos deuses mais lindos
Sei que às vezes uso palavras repetidas
Mas quais são as palavras
Que nunca são ditas?
[...]
Já não me preocupo
Se eu não sei por quê
Às vezes o que eu vejo
Quase ninguém vê...
(Dado Villa-Lobos, Renato Russo e Renato Rocha)
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
QE versus QI
E se?
Se eu pudesse ficar mais tempo com meu filho, lendo histórias pra ele,
contribuindo para sua alfabetização e crescimento intelectual...
Se eu pudesse acompanhá-lo duas vezes por semana à fonoaudióloga...
Se depois da alta da fono eu pudesse levá-lo pra praticar um esporte...
Se eu pudesse praticar uma atividade física também enquanto estivesse esperando por ele...
Se eu dispusesse de tempo para ter um segundo filho...
Se o dinheiro não fosse tão milimetricamente contado no final do mês...
Se eu tivesse, à beira dos 35 anos, com a vida estável e equilibrada...
Se eu não vivesse numa constante montanha russa...
Se eu tivesse tido mais tempo para pensar em todas as possibilidades...
Se eu não tivesse sido convocada agora...
Se acontecesse um milagre...
E se?
sábado, 7 de agosto de 2010
Nunca fez tanto sentido...
- Quem desdenha quer comprar;
- O que hoje não vale nada, amanhã poderá ser um tesouro;
- O mundo pertence a quem se atreve;
- Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura.
- Pra quem não sabe onde quer chegar, qualquer lugar serve.
Dieta da Indecisão
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Ídolos
Rotina
quinta-feira, 8 de julho de 2010
quarta-feira, 7 de julho de 2010
DECEPÇÃO
Julho
1° de Julho
Legião Urbana
Composição: Renato Russo
Eu vejo que aprendi
O quanto te ensinei
E é nos teus braços que ele vai saber
Não há por que voltar
Não penso em te seguir
Não quero mais a tua insensatez
O que fazes sem pensar aprendeste do olhar
E das palavras que guardei pra ti
Não penso em me vingar
Não sou assim
A tua insegurança era por mim
Não basta o compromisso,
Vale mais o coração
Já que não me entendes, não me julgues
Não me tentes
O que sabes fazer agora
Veio tudo de nossas horas
Eu não minto, eu não sou assim
Ninguém sabia e ninguém viu
Que eu estava a teu lado então
Sou fera, sou bicho, sou anjo e sou mulher
Minha mãe e minha filha,
Minha irmã, minha menina
Mas sou minha, só minha e não de quem quiser
Sou Deus, tua Deusa, meu amor
Alguma coisa aconteceu
Do ventre nasce um novo coração
Não penso em me vingar (nã nã nã não)
Não sou assim
A tua insegurança era por mim
Não basta o compromisso
Vale mais o coração
O que fazes por sonhar
É o mundo que virá, pra ti.. para mim...
Vamos descobrir o mundo juntos, baby
Quero aprender com o teu pequeno grande coração
Meu amor, meu amor...
domingo, 20 de junho de 2010
Copa do Mundo

sábado, 19 de junho de 2010
Festa Junina

sexta-feira, 18 de junho de 2010
Porque são mulheres!
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Criança
OBS: Não lembro agora quem é o autor, mas vou pesquisar e posto depois.
Cantar
Um dia um adeus
Só você prá dar
A minha vida direção
O tom, a cor
Me fez voltar a ver a luz
Estrela no deserto a me guiar
Farol no mar, da incerteza...
Um dia um adeus
E eu indo embora
Quanta loucura
Por tão pouca aventura...
Agora entendo
Que andei perdido
O que é que eu faço
Prá você me perdoar...
Ah! que bom seria
Se eu pudesse te abraçar
Beijar, sentir
Como a primeira vez
Te dar o carinho
Que você merece ter
E eu sei te amar
Como ninguém mais...
Ninguém mais
Como ninguém
Jamais te amou
Ninguém jamais te amou
Te amou...
Ninguém mais
Como ninguém
Jamais te amou
Ninguém jamais te amou
Como eu, como eu...
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Meu filho não existe...
domingo, 13 de junho de 2010
Pra começar bem a semana
"Pintinho saindo do ovo
Começar caderno novo
Alegria do meu povo
Espaguete al dente
Um pé de meia quente
Melancia sem semente
Acordar com cafuné
Visita pela chaminé
Estalar os dedos do pé
Queijinhos vindos da França
Menina loira com trança
Dom Quixote e Sancho Pança
Barquinho na enxurrada
Queijo com goiabada
Beijinhos da namorada
Joaninha no nariz
Respingo de chafariz
Fazer um amigo feliz
Estrelinha piscando no céu
Melar o dedo no mel
Abrir clipe de papel
Alguém sempre por perto
Um saco de bombom aberto
Uma rima que deu certo."
Otávio Roth
Casamento
Dia dos Namorados
Se tu me amas, ama-me baixinho
Não o grites de cima dos telhados
Deixa em paz os passarinhos
Deixa em paz a mim!
Se me queres, enfim, tem de ser bem devagarinho,
Amada, que a vida é breve, e o amor mais breve ainda...
Mário Quintana
OBS: "Qualquer semelhança terá sido mera coincidência."
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Laurentino Gomes
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Perdendo dentes...
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Um pouquinho de nostalgia
terça-feira, 11 de maio de 2010
Autossuficiência
Dia das Mães

quarta-feira, 5 de maio de 2010
Saudade
A letra da música não tinha muito a ver comigo. Graças a Deus, lá em casa não faltava nada. Mas eu gostava de ouvi-la, da melodia, da melancolia em torno dela... enfim, faz parte da minha trilha sonora. Ei-la:
Utopia
Padre Zezinho
Composição: Pe. Zezinho
Das muitas coisas
Do meu tempo de criança
Guardo vivo na lembrança
O aconchego de meu lar
No fim da tarde
Quando tudo se aquietava
A família se ajuntava
Lá no alpendre a conversar
Meus pais não tinham
Nem escola e nem dinheiro
Todo dia o ano inteiro
Trabalhavam sem parar
Faltava tudo
Mas a gente nem ligava
O importante não faltava
Seu sorriso, seu olhar
Eu tantas vezes
Vi meu pai chegar cansado
Mas aquilo era sagrado
Um por um ele afagava
E perguntava
Quem fizera estrepolia
E mamãe nos defendia
E tudo aos poucos se ajeitava
O sol se punha
A viola alguém trazia
Todo mundo então pedia
Pro papai cantar com a gente
Desafinado
Meio rouco e voz cansada
Ele cantava mil toadas
Seu olhar no sol poente
Correu o tempo
E hoje eu vejo a maravilha
De se ter uma família
Quando tantos não a tem
Agora falam
Do desquite ou do divórcio
O amor virou consórcio
Compromisso de ninguém
Há tantos filhos
Que bem mais do que um palácio
Gostariam de um abraço
E do carinho entre seus pais
Se os pais amassem
O divórcio não viria
Chame a isso de utopia
Eu a isso chamo paz.
Estréia
PEDAÇOS DE MIM
Eu sou feito de
Sonhos interrompidos
Detalhes despercebidos
Amores mal resolvidos
Sou feito de
Choros sem ter razão
Pessoas no coração
Atos por impulsão
Sinto falta de
Lugares que não conheci
Experiências que não vivi
Momentos que já esqueci
Eu sou amor
E carinho constante
Distraída até o bastante
Não paro por instante
Já tive
Noites mal dormidas
Perdi pessoas muito queridas
Cumpri coisas não prometidas
Muitas vezes eu
Desisti sem mesmo tentar
Pensei em fugir para não enfrentar
Sorri para não chorar
Eu sinto
Pelas coisas que não mudei
Amizades que não cultivei
Aqueles que eu julguei
Coisas que eu falei
Tenho saudade
De pessoas que fui conhecendo
Lembranças que fui esquecendo
Amigos que acabei perdendo
Mas continuo vivendo e aprendendo.