sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Adeus 2010!

Mais um ano se passou, com suas lutas, vitórias, mudanças - nem sempre desejadas - e fica a certeza de que é preciso arriscar; há situações em que ou você arrisca ou fica estagnado e fadado à mesmice. Saber se valerá a pena? Nem sempre é possível ter uma resposta imediata. Resta então a convicção de que só arriscando poderemos colher frutos melhores do que já temos. E mudar causa desarmonia; daí a nossa resistência e o nosso medo. 2010 foi isso em minha vida. Foi a maior crise existencial que já vivi. Não saí ilesa, mas estou inteira. Espero mais pra 2011. Que venham mais mudanças!

Aprendi com o tempo...

“Aprendi que eu não posso exigir o amor de ninguém.
Posso apenas dar boas razões para que gostem de mim e ter paciência,
para que a vida faça o resto.
Aprendi que não importa o quanto certas coisas sejam importantes para mim,
tem gente que não dá a mínima e eu jamais conseguirei convencê-las.
Aprendi que posso passar anos construindo uma verdade
e destruí-la em apenas alguns segundos.
Que posso usar o meu charme por apenas 15 minutos,
depois disso, preciso saber do que estou falando.
Eu aprendi... que posso fazer algo em um minuto
e ter que responder por isso o resto da vida.
Que por mais que se corte um pão em fatias,
esse pão continua tendo duas faces,
e o mesmo vale para tudo o que cortamos em nosso caminho.
Mas, aprendi também que posso ir além dos limites que eu próprio coloquei.
Aprendi... que nos momentos mais difíceis,
a ajuda veio justamente daquela pessoa que eu achava que iria tentar piorar as coisas.
Aprendi que posso ficar furioso, tenho o direito de me irritar,
mas não tenho o direito de ser cruel.
Aprendi que, não importa o quanto meu coração esteja sofrendo,
o mundo não vai parar por causa disso.
Eu aprendi... que as circunstâncias de minha infância são responsáveis pelo que eu sou,
mas não pelas escolhas que eu faço quando adulto;
Aprendi que a minha existência pode mudar para sempre, em poucas horas,
por causa de gente que eu nunca vi antes.
Aprendi também que diplomas na parede não me fazem mais respeitável ou mais sábio.
Aprendi que as palavras de amor perdem o sentido, quando usadas sem critério.
E que amigos não são apenas para guardar no fundo do peito,
mas para mostrar que são amigos.
Aprendi que certas pessoas vão embora da nossa vida de qualquer maneira,
mesmo que desejemos retê-las para sempre."

(Adaptação de um texto de William Shakespeare)

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Sobre perdas...

"A morte é o maior trauma sem solução. É a segunda maior experiência estressante em nossa vida, sendo o nascimento a primeira. A morte é o momento em que deixamos tudo por terminar. Se vem repentinamente, levamos a situação não resolvida para outra vida. Inconscientemente, tentamos resolver o problema da vida passada na vida presente. Se morrermos numa longa, demorada agonia, levamos conosco os sentimentos de amargura e ressentimento que quase sempre acompanham tais situações."
(Dr. Morris Netherton, PHD em psicologia, criador da TVP, no livro Vida Passada - Uma abordagem psicoterápica)
"A morte de um ente querido gera sempre mudanças e reflexão. Para os que sabem que a morte não é o fim, mas apenas uma separação temporária, fica mais fácil superar a dor da perda. Porém, para aqueles que não acreditam numa vida após a morte, a perda só faz aumentar a revolta, a angústia, o inconformismo. Vale lembrar Inácio de Loyola a respeito da fé: para quem acredita, nenhuma palavra é necessária; para quem não acredita, nenhuma palavra é possível. [...] Vale também dizer que nada é mais inútil do que a revolta. É preciso lembrar que nós não temos nenhum poder sobre a vida ou a morte. O inconformismo, a lamentação, a evocação reiterada de quem se foi, a tristeza, a dor podem alcançar a alma do falecido e dificultar-lhe sua adaptação no plano espiritual." (Oswaldo Shimoda)
Devemos lembrar sempre que as orações pelos nossos parentes que se vão são um bálsamo e uma alegria de saberem que são lembrados, o desgosto e as lágrimas em excesso lhes causam perturbação e ansiedade. É preciso lembrarmos sempre com oração, enviando pensamentos de fé e ajuda. Sempre.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Quando se é jovem e forte...

Ontem fui dormir com a sensação de que meus problemas são muito pequeninos ou sequer existem. Isto deve-se ao fato de ter visitado uma amiga que, aos 29 anos e mãe de um garoto de 2, acabou de descobrir uma leucemia. Está em tratamento e E-XA-LA uma força, fé e determinação descomunais. Fui ao hospital para dar uma força e quem me deu uma enorme lição foi ela. Fiquei pensando se esta força toda não é por causa de sua juventude; NÃO, NÃO É. Basta observar outras pessoas doentes, de idade mais avançada, e a força na maioria das vezes, é a mesma. A verdade é que ninguém quer se entregar. Adormeci e acordei pensando nela, na esperança presente em seus olhos verdes (o que não deve ser mera coincidência) e no sorriso cheio de vida. De manhã, ao ler o blog da Marcele Alencar, eis a surpresa: o tema de hoje era justamente ESPERANÇA. Peço licença a ela para postar aqui um trecho de seu sábio texto:

"É a esperança que permite que a gente acredite no impossível, em milagres, na felicidade plena. É a esperança que faz com que a gente sonhe, planeje, projete e torne realidade. É a esperança que dá aquela sensação de que tudo vai dar pé, de que "tudo vai se realizar no ano que vai nascer". É a esperança que faz com que as pessoas estudem, trabalhem, lutem, progridam. Ela muda os tons de cinza dos dias tristes e permite que vejamos apenas o colorido de um futuro brilhante.

A esperança faz cosquinhas no nosso coração partido, quebrado, sangrando. A esperança reanima os doentes, os que perderam tudo. A esperança faz a gente querer superar e ir em frente; faz a gente antever o futuro em que tudo estará bem e em paz. É ela que motiva, que agita, que vibra dentro de quem não tem mais opções. A esperança é um bichinho verde que mora dentro da gente e a única coisa que devemos fazer é permitir que ele viva.

... porque a gente vive temporariamente sem amor, sem família, sem paz, sem grandes desafios, sem quase tudo. Mas nem temporariamente a gente pode perder a esperança de que tudo, absolutamente tudo, vai dar certo."

http://naoquerooutrolugar.blogspot.com/

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Sonhar não custa nada

"... Não poderemos mais nos abraçar e lembrar como sonhávamos, porque os laços mais fortes de uma geração de amigos são os sonhos compartilhados, sem dúvida alguma. E somente aqueles que viveram a mesma fatia de vida são capazes de entendê-los ou, em última análise, de adivinhar os camilhos trilhados até eles, porque as gerações mudam as modas, as gírias, os costumes, mas mudam principalmente os sonhos ou a maneira de sonhá-los.

... Acredito que a consciência de que o planeta anda gravemente ferido e a constatação de que o tempo parece se esgotar muito rapidamente, agora, têm transformado radicalmente os sonhos da nova geração, tornando-os mais objetivos, mais concretos, sem nenhuma chance para aqueles sonhos-que-não-podem-ser que, outrora, preenchiam nossos dias. Talvez já não haja lugar para utopias delirantes e aspirações etéreas. Seja como for, sonhos, ainda que de formas diferentes, são feitos da mesma matéria e vale o lembrete para aqueles que ainda não desistiram deles.

Há sonhos que nascem prematuros. Geralmente são abandonados à própria sorte e acabam desaparecendo na bruma. Eu abandonei um bom número deles à beira da estrada e, anos depois, passo grande parte do meu pouco tempo livre tentando resgatá-los. Passamos todos, no final das contas. A tal maturidade de que tanto falavam nada mais é do que aceitar a nossa galopante fragilidade. Mas voltemos ao sonho, matéria da qual somos feitos. Aprendi que um sonho prematuro, com cuidado, desejo e afeto, pode sobreviver e tornar-se uma daquelas raras alegrias eternas. O problema é saber como organizar-se para chegar a eles, porque os costumes impõem novas regras até mesmo para esse nobre esporte que não custa nada."

Miguel Falabella

domingo, 12 de dezembro de 2010

Penso nisso amanhã

"Quero é muita história pra poder contar
Da vida nunca fugi
Mas se ela fica complicada
Penso nisso amanhã
É bom poder ser dono do nariz
Aprendi mas vou ser sempre um aprendiz."

(Nico Rezende)

E mesmo quando penso que a conformação vai chegar, que o espírito vai sossegar, eis que ressurge a angústia, o cansaço e a insegurança em relação ao futuro. Ah, se eu tivesse uma bola de cristal...

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Tempo dos dias sem escola

Catar conchinhas na praia é a diversão da menina.
Seu colega anda a cavalo na fazenda do avô.
Seu irmão apronta com os colegas vizinhos.
Jogam dardos.
Chutam latas.
Tacam pedras.
É assim o tempo sem escola.
Um tempo de improvisação,
De desconserto...
De não fazer nada: exercícios, deveres de casa.
De fazer tudo: brincar, jogar, correr.
O tempo dos dias sem escola desliza...
Solto e leve.

Ninfa Parreiras

P.S.: Meu pequeno vive esse tempo sem escola enquanto os pais trabalham. Haja filme, haja jogo, haja tv pra ajudar a matar o tempo. Quase coloca a casa abaixo enquanto chega o fim de semana pra sair e se divertir um pouco... ainda bem que chega a super avó pra levá-lo à terrinha, até que chegue o Natal e todo mundo se reúna de novo.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Três anos de saudade

É uma lacuna imensa, sem a menor chance de ser preenchida. São três anos de olhos lacrimejantes a cada lembrança, a cada momento em que ela poderia (e deveria) estar.
Foi uma perda que me dilacerou. Fiquei sem chão. Era a minha avó-mãe que estava indo embora; e sem tempo para longas despedidas. Foram 20 dias e adeus! Foram três anos que passaram rapidamente, mas que não apagaram sua presença nem diminuíram a saudade. Há momentos em que a presença e o sorriso dela seriam imprescindíveis; como quando o meu filho aprendeu a rezar desde os quatro anos várias orações que ela havia me ensinado. Fico imaginando a cara de orgulho dela; certamente diria: "foi assim que eu criei os meus, ensinando a rezar desde pequenos..."
Precisei muito de seu colo nestes três anos, tanto em momentos alegres quanto em situações de fragilidade ou tristeza. A casa dela continua lá, com a sua cara, sua presença marcante... mas é como se não tivesse mais vida, embora ainda habitada. Não tem mais aquele jeito de pensão-casa-de-vó-um-entra-e-sai-danado, não tem mais as plantas medicinais no quintal nem a sua famosa goiabada na geladeira. Até na calçada é triste, como se fosse frente de uma casa abandonada...
Muita coisa aconteceu naquele trimestre: mudei de endereço, comprei meu primeiro carro, tirei minha habilitação, meu filho entrou na escola, perdi minha maior referência - a mais velha das minhas três mães.
Depois daquele dia 02, meus dezembros nunca mais foram os mesmos. Era seu mês de aniversário. Há três anos fico meio perdida quando se aproxima dezembro. Não tenho mais o mesmo entusiasmo pelo Natal, não sinto mais a mesma alegria ao festejá-lo.
Já sonhei inúmeras vezes com ela. Em algumas, abraçávamo-nos e cheguei a sentir seu cheirinho bom de lavanda pós-banho. Nestas ocasiões sei que recebi a visita dela enquanto dormia; acredito nessa explicação dos espíritas. Em outras, ia dormir preocupada com algum assunto e sonhava com ela me observando com olhar confiante ou simplesmente me afagando. Ao despertar, já sabia que ia dar certo aquilo que me preocupava. Depois realmente vinha a confirmação.
Estar perto da minha avó me acalmava, não precisava que ela me dissesse nada; sua presença era o bastante, era tudo. Devia ter dito mais vezes que a amava. Ela sabia; mesmo assim queria ter dito mais um milhão de vezes.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Enfim, dezembro!

Chega finalmente o último mês do ano.
Correria, fechamento de ciclo, balanço anual do que deu pra fazer, do que não deu...
Planejamento de ações e sonhos para o ano seguinte,
Esperança, fé no amanhã que se aproxima,
Reuniões e confraternizações pra todo lado.
Essa correria faz de dezembro um mês estressante.
Por outro lado, é o período em que a cidade fica mais bonita, mais aconchegante.
Amo os enfeites natalinos, a rua cheia de luzes, o clima de festa, as reuniões familiares...
Pedi muito que chegasse dezembro, pra ver se as agruras dessa nova fase se vão...
Ele está aqui, inteirinho na minha frente, pedindo pra ser vivido, aproveitado, devorado!

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Trabalho

"Um homem também chora,
Menina, morena
Também deseja colo,
Palavras amenas
Precisa de carinho
Precisa de ternura
Precisa de um abraço
Da própria candura
Guerreiros são pessoas
São fortes, são frágeis
Guerreiros são meninos
No fundo do peito
Precisam de um descanso
Precisam de um remanso
Precisam de um sonho
Que os tornem perfeitos
É triste ver este homem
Guerreiro menino
Com a barra de seu tempo
Por sobre seus ombros
Eu vejo que ele berra
Eu vejo que ele sangra
A dor que traz no peito
Pois ama e ama
Um homem se humilha
Se castram seu sonho
Seu sonho é sua vida
E a vida é trabalho
E sem o seu trabalho
Um homem não tem honra
E sem a sua honra
Se morre, se mata
Não dá pra ser feliz
Não dá pra ser feliz."

(Guerreiro Menino - Gonzaguinha)


"Feliz é o homem que, entre o nascer do sol e o fim do dia,
só faz aquilo que ama." (B0b Dylan)

domingo, 14 de novembro de 2010

Vocação para a felicidade

"Não serei o poeta de um mundo caduco.
Não escreverei versos chorosos, cantando tristezas infinitas,
amores impossíveis, saudades dolorosas,
paixões trágicas e não correspondidas.
Tenho a vocação para a felicidade.
Ser feliz não me traz sentimento de culpa.
Não preciso da tristeza para justificar a inutilidade da vida.
Não preciso morrer e ir ao céu para encontrar a felicidade.
Quero-a e tenho-a neste espaço terreno do aqui e do agora.
A felicidade, tal e qual o amor, está dentro de mim.
E transborda em ternuras, em melodias, em carinhos,
em alegrias, em cantos e encantos.
Sou feliz e não preciso me justificar.
Sorrio sem ver passarinho verde. Não tenho medo de ser feliz.
Faço minha estrela brilhar. Sem receio dos encontros,
desencontros, encantos e desencantos que o amor me diz.
Contrariedades? Eu as tenho.
E quem não as tem na vida secular ?
Escassez de dinheiro? Nem é bom falar.
Amores não correspondidos? Separações? Rejeições?
Saudades incuráveis?
Carinhos reprimidos, ternuras guardadas, sem a
contra parte do outro? Eu tenho aos montões.
Sou a rainha das perdas, necessárias ao meu crescimento.
Contudo quem não soube a sombra não sabe a luz.
E num livro de matemática existencial juntei todos esses problemas insolúveis,
com as respostas nas últimas páginas.
Mas pra que me debruçar sobre eles, procurando a solução se a própria vida
me conduz a resposta final?
Sem medo de ser feliz vou por aqui e por ali por onde os caminhos,
as trilhas,os atalhos me levarem, traçando meu rumo.
Às vezes com alguma tristeza, mas quem disse que felicidade
é o contrário de tristeza?
Tristeza é só uma momentânea falta de alegria!
É, amigo, amanhã é sempre um novo dia.
E quando a infelicidade passar por aqui,
minhas malas estarão prontas para eu ir por ali".

Carlos Drummond de Andrade

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Amor pra recomeçar

Composição: Frejat/Mauricio Barros/Mauro Sta. Cecília

Eu te desejo
Não parar tão cedo
Pois toda idade tem
Prazer e medo...

E com os que erram
Feio e bastante
Que você consiga
Ser tolerante...

Quando você ficar triste
Que seja por um dia
E não o ano inteiro
E que você descubra
Que rir é bom
Mas que rir de tudo
É desespero...

Desejo!
Que você tenha a quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor
Prá recomeçar
Prá recomeçar...

Eu te desejo muitos amigos
Mas que em um
Você possa confiar
E que tenha até
Inimigos
Prá você não deixar
De duvidar...

[...]

Eu desejo!
Que você ganhe dinheiro
Pois é preciso
Viver também
E que você diga a ele
Pelo menos uma vez
Quem é mesmo
O dono de quem...

[...]

Eu desejo!
Que você tenha a quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor
Prá recomeçar
Prá recomeçar
Prá recomeçar...

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Romanos 8:18

"Porque para mim tenho por certo
que as aflições deste tempo presente
não são para comparar com a glória
que em nós há de ser revelada."

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Se as coisas fossem mães...

Dona Mamãe ralha e beija,
erra, acerta, arruma a mesa,
cozinha, escreve, trabalha fora,
ri, esquece, lembra e chora,
traz remédio e sobremesa...
Tem pai que é "tipo mãe"...
esse, então, é uma beleza!

Trecho do Livro Se as coisas fossem mães - Sylvia Orthof.

Qualquer semelhança terá sido mera coincidência.

domingo, 7 de novembro de 2010

Eduardo

Luís Eduardo é o filho que pedi a Deus! É a criança que eu gostaria de ter. É sapeca, inteligente, elétrico, argumentador, curioso, questionador, bem humorado, carinhoso, beijoqueiro, gentil, prestativo, alegre, criativo, forte, teimoso. Não gosto de criança passiva, cordata, entediante. Mas também não admito falta de respeito. Tem que ter educação e bons modos.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Liquidação

A casa foi vendida com todas as lembranças
todos os móveis todos os pesadelos
todos os pecados cometidos ou em vias de cometer
a casa foi vendida com seu bater de portas
com seu vento encanado sua vista do mundo (...).

(Carlos Drummond de Andrade)

P.S.: Este texto me fez recordar da velha casa dos meus pais, vendida recentemente, lá na minha terrinha, para dar lugar ao progresso e ao conforto. Até o título parece ter sido feito para a ocasião. Foi vendida por um preço, uma semana depois estava valorizada em quase 50%. Crudelíssimo!

Mutantes

É incrível como mudamos com o passar do tempo (para melhor, assim espero). Se a oportunidade que estou tendo hoje tivesse sido há cinco anos, era tudo o que eu queria, seria a glória! Hoje não é mais. Pode até ser necessário, racional, ponderado, como já disse, mas está longe de ser a glória. Hoje tenho outros horizontes, outras experiências, outras convivências, outros conhecimentos, outras ideias. No entanto, fiz o que tinha de ser feito... agora, é encarar! E chega de comparar, medir, pesar, ponderar, racionalizar, argumentar-tentar-convencer-a-mim-mesma que fiz a escolha certa. Está feita! Não adianta olhar para trás nem chorar mais... é chegada a hora de voltar a dormir tranquilamente e suavizar essas olheiras que teimam em não sair do rosto, não há como retroagir. Que o tempo venha em meu socorro; ele, o velho e grande mestre, o mais sábio de todos. Após tanta angústia e tanto sofrimento, deve haver uma recompensa à minha espera na próxima curva. Mesmo porque o final do percurso ainda está longe, bem longe... enquanto vislumbrarmos o horizonte, significa que continuamos a caminhar, que estamos no páreo!

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Malandragem

Quem sabe eu ainda
Sou uma garotinha
Esperando o ônibus
Da escola, sozinha...

Cansada com minhas
Meias três quartos
Rezando baixo
Pelos cantos
Por ser uma menina má...

Quem sabe o príncipe
Virou um chato
Que vive dando
No meu saco
Quem sabe a vida
É não sonhar...

Eu só peço a Deus
Um pouco de malandragem
Pois sou criança
E não conheço a verdade
Eu sou poeta
E não aprendi a amar
Eu sou poeta
E não aprendi a amar...

Bobeira
É não viver a realidade
E eu ainda tenho
Uma tarde inteira
Eu ando nas ruas
Eu troco um cheque
Mudo uma planta de lugar
Dirijo meu carro
Tomo o meu pileque
E ainda tenho tempo
Pra cantar...

Eu só peço a Deus
Um pouco de malandragem
Pois sou criança
E não conheço a verdade
Eu sou poeta
E não aprendi a amar
Eu sou poeta
E não aprendi a amar...

Eu ando nas ruas
Eu troco um cheque
Mudo uma planta de lugar
Dirijo meu carro
Tomo o meu pileque
E ainda tenho tempo
Pra cantar...

Eu só peço a Deus
Um pouco de malandragem
Pois sou criança
E não conheço a verdade
Eu sou poeta
E não aprendi a amar
Eu sou poeta
E não aprendi a amar...

Quem sabe eu ainda sou
Uma garotinha!

(Cazuza/Frejat)

Minha cara!

Esta postagem do blog Rainha de Copas é a minha cara, reflete bem o que estou vivendo:

"E eu sou mesmo esse dramático sentimento de que tudo está por um fio e eu estou prestes a perder tudo que eu penso que tenho mas não é meu. Estou andando na corda bamba acreditando sempre em sonhos impossíveis que eu teimo em pensar que talvez um dia, quem sabe, pode ser... Minha vida é um drama e eu sou a mocinha."


E olha que a mocinha chora... quer ver o drama fazer sucesso bota a mocinha pra chorar...

sábado, 9 de outubro de 2010

Metal Contra as Nuvens

Não sou escravo de ninguém
Ninguém, senhor do meu domínio
Sei o que devo defender
E, por valor eu tenho
E temo o que agora se desfaz.

Viajamos sete léguas
Por entre abismos e florestas
Por Deus nunca me vi tão só
É a própria fé o que destrói
Estes são dias desleais.
Eu sou metal, raio, relâmpago e trovão

Eu sou metal, eu sou o ouro em seu brasão
Eu sou metal, me sabe o sopro do dragão.
Reconheço meu pesar
Quando tudo é traição,

O que venho encontrar
É a virtude em outras mãos.
Minha terra é a terra que é minha
E sempre será
Minha terra tem a lua, tem estrelas
E sempre terá.
[...]
É a verdade o que assombra
O descaso que condena,
A estupidez, o que destrói
Eu vejo tudo que se foi
E o que não existe mais
Tenho os sentidos já dormentes,
O corpo quer, a alma entende.

Esta é a terra-de-ninguém
Sei que devo resistir
Eu quero a espada em minhas mãos.

Eu sou metal, raio, relâmpago e trovão
Eu sou metal, eu sou o ouro em seu brasão
Eu sou metal, me sabe o sopro do dragão.
Não me entrego sem lutar
Tenho, ainda, coração
Não aprendi a me render
Que caia o inimigo então.
- Tudo passa, tudo passará...
E nossa história não estará pelo avesso
Assim, sem final feliz.
Teremos coisas bonitas pra contar.
E até lá, vamos viver
Temos muito ainda por fazer
Não olhe pra trás
Apenas começamos.
O mundo começa agora
Apenas começamos.

(Dado Villa-Lobos/ Renato Russo/ Marcelo Bonfá)

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

O Dia D

"A dor é inevitável, mas o sofrimento é opcional."

Hoje, 08 de outubro, é o último dia para desistir dessa rotina, dos dois turnos do concurso, tenho até as 17h se quiser voltar atrás. Não vou fazer isso. A razão e os vários conselhos não me deixam. Sofri demais até hoje, recuperei a silhueta há tempos perdida, perdi o apetite e o sono, perdi a paz e a alegria. Mas ainda não perdi a auto-estima, e a partir de hoje, terá de ser conformação e luta. Luta por um atalho que me leve a um horizonte melhor. Afinal, nossa vida é marcada pelas oportunidades, inclusive as que perdemos.
E ter voltado para a mesma instituição tem seu lado bom, mas também tem seus efeitos colaterais. Conviver com parte das mesmas pessoas e com o mesmo ambiente é como voltar para um tempo que não gosto de lembrar por vários motivos. No entanto, será diferente. Não sou mais a mesma. Conceitos mudados, outros valores, outra pessoa. Escaldada, marcada, sempre aprendiz. E bem melhor que antes, posso garantir. Quase uma década se passou e confesso que aprendi muito, cresci muito com os solavancos que ganhei da vida. Agora, é seguir adiante. Aliás, acho que ninguém naquele grupo é mais o mesmo. Ou será que é? Pensando bem, tem gente que pouco (ou quase nada) mudou. Tem gente que consegue a difícil proeza de não mudar ou não evoluir.
Diante do panorama, só me resta ajustar as velas e me preparar pro que há de vir. Deus, será que estou fazendo a coisa certa? Deus sabe que não foi ambição. Foi medo, insegurança, incerteza em relação a um futuro próximo, a um futuro distante... responsabilidade. Se acertei ou não, só o tempo dirá, eu sei.
Vai passar
Vai passar
Vai passar
Vai passar
Vai passar?
*auto-estima: a aceitação que o indivíduo tem de si mesmo.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Novo tempo

No novo tempo, apesar dos castigos
Estamos crescidos, estamos atentos, estamos mais vivos
Pra nos socorrer, pra nos socorrer, pra nos socorrer
No novo tempo, apesar dos perigos
Da força mais bruta, da noite que assusta, estamos na luta
Pra sobreviver, pra sobreviver, pra sobreviver
Pra que nossa esperança seja mais que a vingança
Seja sempre um caminho que se deixa de herança
No novo tempo, apesar dos castigos
De toda fadiga, de toda injustiça, estamos na briga
Pra nos socorrer, pra nos socorrer, pra nos socorrer
No novo tempo, apesar dos perigos
De todos os pecados, de todos enganos, estamos marcados
Pra sobreviver, pra sobreviver, pra sobreviver
No novo tempo, apesar dos castigos
Estamos em cena, estamos nas ruas, quebrando as algemas
Pra nos socorrer, pra nos socorrer, pra nos socorrer
No novo tempo, apesar dos perigos
A gente se encontra cantando na praça, fazendo pirraça

(Ivan Lins/Vítor Martins)

Três meses

Foram três meses de indecisão, de medo, de angústia, de preocupação. Espero que tenha passado, porque é chegada a hora de escolher um caminho e não olhar pra trás, de arriscar, de se atirar de corpo e alma e desejar profundo. E que seja a melhor escolha... E que seja o melhor caminho... há de ser!


"Ah! Eu quero colo
Quero colo sim, tipo surpresa
Eu quero colo pra que eu possa ficar feito um menino
Pra esquecer que existe a dor como destino." (Fábio Jr)

Pequeno grande homem

Dia 26 último ele aniversariou. Passei o dia pensando no quanto é especial pra mim e pra tanta gente. É incrível como ele consegue crescer e fazer com que cresçam todos à sua volta. É meu tio-mais-novo-irmão-mais-velho, aquele irmão que sempre sonhei ter: que aconselha, que apóia, que gosta de estar junto, que não perde uma farra boa, que gosta de reunir-se, que aprecia uma conversa interessante e ótimas companhias, que liga pra saber se está tudo bem, que participa da minha vida e me faz participar da sua, que olha no olho, que sabe quando não estou bem. Te amo Pipi!

"Eu te amo muito'

Acho que ninguém deveria dizer "eu te amo muito" porque amar é o suficiente, ninguém ama pouco. Ou ama ou não ama. Pode até gostar e não amar, porque gostar é menos do que amar. O amor é um sentimento amplo. Então é desnecessário dizer "te amo muito".

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Escrito para mim

Diante do redemoinho que tem sido a minha vida nos últimos dois meses, na indecisão entre dois empregos, entre o que é melhor no presente e o que é melhor no futuro, tenho lido muitas coisas que parecem ter sido escritas para mim. Como estes trechos do blog da Marcele Alencar:

"Sabe aquele medo de não dar conta? Sabe aquela ânsia? Sabe aquela perturbação das idéias que tira o sono? Sabe aquele terror de que não consiga resolver tudo? Sabe aquele peso insuportável nas costas? Sabe carregar as responsabilidades todas? Sabe querer jogar tudo pra cima e se fazer de doida? Sabe quando a vontade é de sair correndo do problemas todos? Sabe quando a vida adulta se torna super difícil? Sabe quando tudo parece muito maior e muito mais difícil? Sabe quando tudo parece confuso e desanimador? Sabe quando a sensação é de que você é totalmente incapaz de lidar com a vida?"

"A adversidade é como um longo vento forte. Não quero apenas dizer que ela nos afasta de lugares aonde poderíamos ir, mas também arranca de nós tudo, menos as coisas que não podem ser arrancadas, de modo que depois nos vemos como realmente somos, e não apenas como gostaríamos de ser." (Memórias de uma gueixa - Arthur Golden; p.366)


Sabe quando tudo que você queria era correr pro colo dos pais e ficar quietinha, como fazia quando era criança e tinha medo de gente morta? É exatamente assim que venho me sentindo...

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Coração do Agreste

Moacyr Luz e Aldir Blanc

Regressar é reunir dois lados
À dor do dia de partir
Com os seus fios enredados
Na alegria de sentir
Que a velha mágoa
É moça temporã
Seu belo noivo é o amanhã
Eu voltei para juntar pedaços
De tanta coisa que passei
Da infância abriu-se um laço
Nas mãos do homem que eu amei
O anzol dessa paixão me machucou
Hoje sou peixe
E sou meu próprio pescador
E eu voltei no curso
Revi o meu percurso
Me perdi no leste
E a alma renasceu
Em flores de algodão
No coração do agreste
Quando eu morava aqui
Olhava o mar azul
No afã de ir e vir
Ah! Fiz de uma saudade
A felicidade pra voltar aqui


P.S: Quando ouço esta música, dá uma saudade da terrinha.
Hoje ao cantá-la, a caminho do trabalho, filosofei:
"Migrei! Como muitos de minha terra...
Em busca de melhores e maiores oportunidades,
Em busca da tão famosa agitação da cidade.
E volta e meia penso se valeu a pena,
Se ainda vale toda essa correria.
O que é mesmo qualidade de vida?
Morar longe da família?
Vê-la somente em algumas datas, e rapidamente?
Não sei, não sei, não sei.
Muitas feridas não cicatrizaram tão rápido quanto pensei.
Algumas saudades só aumentaram...
Acabei descobrindo que não é tão fácil assim cortar o cordão umbilical."
Eis que, a partir de agora, diante da oportunidade que me surge,
poderei a qualquer momento voltar.
Será a hora?
Será que devo?
Ah, são tantas decisões a serem amadurecidas...
E mais uma vez, o bom e velho senhor tempo virá em meu socorro.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Eu sei, mas não devia.

Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.

A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.
(Marina Colasanti)

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

A incrível e fascinante Rachel

Quanto mais descubro o mundo fascinante de Rachel de Queiroz, mais me apaixono por ela.
Quando penso que já sei muito sobre ela, percebo que trata-se de uma mulher ímpar, inigualável, impressionante.
Estou lendo Existe outra saída, sim. É uma coletânea das crônicas dela, publicadas no Jornal O Povo. São magníficas.

"O gosto de ler não é um dom. O gosto de ler se pega, se ganha e fica para toda a vida. O livro, o jornal, a revista, o folheto, o quadrinho são os amigos de todas as horas. É o cachorro encadernado, que vem com você, sempre solícito, mesmo nos piores momentos. Quando tudo vai mal, o livro nos puxa lá do fundo. Nas boas horas, traz as idéias que nos fazem voar. "


"O outro lado do sertanejo é a sua herança rural. Mesmo que vivendo há décadas na cidade, ele guarda o sertão como sua morada espiritual. O espaço urbano não é mais do que um lugar de sobrevivência do modus vivendi do sertanejo."


Flávio de Queiroz Salek - sobrinho-neto de Rachel, na apresentação do livro supracitado.

Ah, a mente humana...

Prisão com solitária,
Maré baixa, calmaria
Pode nos enlouquecer...

domingo, 5 de setembro de 2010

Fato novo

Quando penso que o pior já passou e que a calmaria há de chegar, que o sono voltou (e com força total), eis que surge um fato novo e volta a insônia e o "caroço de manga" na garganta...
Havia feito um credenciamento interno para a Coordenação Pedagógica na Prefeitura de Fortaleza e, por ironia do destino, meu projeto garantiu o 1º lugar. O que isso significa? Que posso escolher qualquer uma das dez escolas credenciadas, que a oportunidade seria bem vinda e a experiência maravilhosa, se eu não tivesse sido aprovada num concurso estadual. Agora, estou eu no Estado do Ceará concursada, mas ainda não fui nomeada e empossada. Ainda posso voltar atrás... será que devo?
Ai, vai começar tudo de novo...
E justo às vésperas do meu aniversário, eu não queria isso...
Ai, ainda bem que TUDO PASSA, TUDO PASSARÁ...

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Sol de Primavera

Quando entrar setembro
E a boa nova andar nos campos
Quero ver brotar o perdão
Onde a gente plantou
Juntos outra vez...

Já sonhamos juntos
Semeando as canções no vento
Quero ver crescer nossa voz
No que falta sonhar...

Já choramos muito
Muitos se perderam no caminho
Mesmo assim não custa inventar
Uma nova canção
Que venha nos trazer...

Sol de primavera
Abre as janelas do meu peito
A lição sabemos de cor
Só nos resta aprender
Aprender...

Já choramos muito
Muitos se perderam no caminho
Mesmo assim não custa inventar
Uma nova canção
Que venha trazer...

Sol de primavera
Abre as janelas do meu peito
A lição sabemos de cor
Só nos resta aprender
Aprender...


Flávio Venturini
Composição: Beto Guedes e Ronaldo Bastos

P.S. Amo meu mês: SETEMBRO. Mesmo que no Ceará não tenha as quatro estações definidas. Amo saber que nasci no mês da primavera. É especial, tem o feriado do dia 7 que sempre acabo aproveitando e juntando com meu niver. É tudo de bom.

É ouro pra mim

Tudo junto no meu caso rolou de uma vez só
De repente o que era já não era mais
Mudou tudo [...]
Outra cara
Outra forma de ver e sentir
O que antes eu não entendia
Agora é ouro pra mim
A cabeça mudou
Outra cara
Eu tô fora e não vou mais sair
O que eu não precisava
Agora é preciso, [...] é assim
Lindo
Tô que nem criança
Tô de alma limpa
[...] Sou mais longe ainda
Hoje eu quero luz de sol e mar
Nova, renovada a força
[...] Tô mais forte ainda
Não tem nada fora de lugar

Renata Arruda
Composição: Peninha

terça-feira, 31 de agosto de 2010

31 de Agosto

Troquei o conforto, a hospitalidade, pelo desconhecido...

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Uma dúzia de coisinhas que quero no fds prolongado dos meus 35 anos

  1. Dormir e acordar tarde
  2. Assistir uns filmes bons
  3. Sorvete com cobertura de morango
  4. Camarão com Coca-cola
  5. Rodízio de carne com sobremesa pudim de leite
  6. Brincar bastante com meu filho
  7. Andar descalça no pôr-do-sol da praia
  8. Dividir uma torre de chope no Bexiga com meu amor
  9. Comemoração típica com as amigas
  10. Encontrar com o tio-irmão-mais-velho e dar aquele abraço
  11. Receber ligações/parabéns de quem realmente importa
  12. Ganhar presente!

Sobre Tauá...

"Em se plantando, tudo dá."
"Tauá é bom, mas é longe..."
"Melhor ser peixe grande no aquário de casa,
do que ser piaba no aquário dos outros."

Paradoxo

"De assessora a professora: ascensão e queda de uma mulher!"

Pérolas do Luís Eduardo

18/08/10:
_Mamãe, menino tem pintinha e menina tem florzinha.
_Isso mesmo! - respondi.
_E também menina tem bunda gorda. - Ele continuou.
_Kkk. Quem falou isso pra vc?
_ O João Paulo. Bunda gorda que nem a da Duda! - Arrematou.
_Kkkkk.

20/08/10:
_Vá fazer xixi logo para não correr o risco de fazer na cama. - Falei antes de levá-lo pra cama.
_Mas eu não estou com vontade. Veja, a pinta nem tá doida. - Ele retrucou.
_Ih, é mesmo! Ela está dormindo.
_Ô mamãe! Pinta não dorme, ela não tem olho...
_kkkkk.

24/08/10:
De manhã cedo, ao acordar:
_Mamãe, eu quero ir pra África.
_Fazer o quê na África meu amor?
_Ver girafa, elefante e dinossauros. Mamãe, será que eles ainda vivem por lá?
_Vivem não, meu querido. Eles foram extintos deste planeta.
_Vivem sim, você é que não quer me levar!
_kkkk.

28/08/10:
No mercantil:
_Luís Eduardo, peça àquela moça ali um Assolan ou Bombril, vai lá.
_Moça, por favor você pode me dar um "assobril"?
_kkkk.
Risada geral (inclusive ele ao perceber que tinha errado).

29/08/10:
Falando com Gê ao telefone:
_Tia Gê, a Dinda e o Deivis vão se casar.
_Ah é? E você vai deixar?
_Vou sim. Mas, Tia Gê, a Dinda vai se casar e ela precisa de uma lembrancinha...
_kkkk.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Ah, a música!

É impressionante como a música nos faz bem, tira o estresse, nos embala e reanima. Não qualquer tipo de música, mas aquela que gostamos de ouvir, de cantar, de dançar, de estar num show em grupo, fazendo farra... É revigorante.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Começar de Novo

Começar de novo e contar comigo
Vai valer a pena ter amanhecido
Ter me rebelado, ter me debatido
Ter me machucado, ter sobrevivido
Ter virado a mesa, ter me conhecido
Ter virado o barco, ter me socorrido

Começar de novo e só contar comigo
Vai valer a pena ter amanhecido
Sem as tuas garras sempre tão seguras
Sem o teu fantasma, sem tua moldura
Sem tuas escoras, sem o teu domínio
Sem tuas esporas, sem o teu fascínio
Começar de novo e só contar comigo
Vai valer a pena já ter te esquecido
Começar de novo...

(Ivan Lins/Vitor Martins)

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Som

"Pode até parecer fraqueza,
Pois que seja fraqueza então...
[...]
Se amanhã não for nada disso
Caberá só a mim esquecer
O que eu ganho, o que eu perco
Ninguém precisa saber."

Lulu Santos - Apenas mais uma de amor.

Obs: Ontem estava ouvindo rádio no carro e, de repente, esta música tocou na linda voz de uma mulher, que só depois fui saber tratava-se da Myllena. Ela realmente veio pra ficar. Vale a pena ouvir todas as músicas do seu cd. Destaque para Quando, Ouro pra Mim e Meu Jeito. Esplêndida. Ainda bem que apesar de toda a baboseira que ouvimos por aí, até que ultimamente tem aparecido umas cantoras novas para salvar nossos ouvidos. Maria Gadu é outro exemplo.
"E mesmo quando eu penso que os céus são mais azuis e que tudo está no seu lugar, a coisa toda explode na minha cara."

domingo, 15 de agosto de 2010

Mais uma vez

Mas é claro que o sol vai voltar amanhã
Mais uma vez eu sei
Escuridão já vi pior de endoidecer gente sã
Espera que o sol já vem.

Tem gente que está do mesmo lado que você
Mas deveria estar do lado de lá
Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar
Tem gente enganando a gente
Veja a nossa vida como está
Mas eu sei que um dia a gente aprende
Se você quiser alguém em quem confiar
Confie em si mesmo
Quem acredita sempre alcança!

Mas é claro que o sol vai voltar amanhã
Mais uma vez eu sei
Escuridão já vi pior de endoidecer gente sã
Espera que o sol já vem.

Nunca deixe que lhe digam que não vale a pena
Acreditar no sonho que se tem
Ou que seus planos nunca vão dar certo
Ou que você nunca vai ser alguém
Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar
Mas eu sei que um dia a gente aprende
Se você quiser alguém em quem confiar
Confie em si mesmo
Quem acredita sempre alcança!

(Renato Russo)

Raízes

"Quem não é de sua terra, não é da terra de ninguém."
Aurélio Rodrigues de Loiola - escritor tauaense


A ILUSÃO DO MIGRANTE

Quando vim da minha terra,
se é que vim da minha terra
(não estou morto por lá?),
a correnteza do rio
me susurrou vagamente
que eu havia de quedar
lá donde me despedia.
Os morros, empalidecidos
no entrecerrar-se da tarde,
pareciam me dizer
que não se pode voltar,
porque tudo é conseqüência
de um certo nascer ali.

Quando vim, se é que vim
de algum para outro lugar,
o mundo girava, alheio
à minha baça pessoa,
e no seu giro entrevi
que não se vai nem se volta
de sítio algum a nenhum.

Que carregamos as coisas,
moldura da nossa vida,
rígida cerca de arame,
na mais anônima célula,
e um chão, um riso, uma voz
ressoam incessantemente
em nossas fundas paredes.

Novas coisas, sucedendo-se,
iludem a nossa fome
de primitivo alimento.
As descobertas são máscaras
do mais obscuro real,
essa ferida alastrada
na pele de nossas almas.

Quando vim da minha terra,
não vim, perdi-me no espaço,
na ilusão de ter saído.
Ai de mim, nunca saí.
Lá estou eu, enterrado
por baixo de falas mansas,
por baixo de negras sombras,
por baixo de lavras de ouro,
por baixo de gerações,
por baixo, eu sei, de mim mesmo,
este vivente enganado,
enganoso.

(Carlos Drummond de Andrade)

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Filosofia de Caminhão

"Tem gente que vem ao mundo a passeio. Eu certamente vim a trabalho."

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Sobre o tempo

"A gente não tem idéia de que a vida passou. Quando a gente olha para trás, vê que foi extremamente rápido. Não dá para sentir a idade. Dá para sentir que o negócio foi veloz - um processo demasiado rápido."

Carlos Drummond de Andrade

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Metade

Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio

Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.
Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
[...]
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.

Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece
e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta
[...]
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.

Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso
mas a outra metade é um vulcão.

Que o medo da solidão se afaste,
e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei.

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.

Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção.

E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.


(Oswaldo Montenegro)

P.S.: "Que Deus tenha pena de mim e me perdoe."

Quase Sem Querer

Tenho andado distraído,
Impaciente e indeciso,
E ainda estou confuso
Só que agora é diferente...
[...]

Quantas chances disperdicei
Quando o que eu mais queria
Era provar pra todo mundo
Que eu não precisava
provar nada pra ninguém

Me fiz em mil pedaços
Pra você juntar
E queria sempre achar
A explicação pro que eu sentia

Como um anjo caído
Fiz questão de esquecer
Que mentir pra si mesmo
É sempre a pior mentira

Mas não sou mais tão criança
Ao ponto de saber tudo
Já não me preocupo
Se eu não sei por quê
Às vezes o que eu vejo
Quase ninguém vê
E eu sei que você sabe
Quase sem querer
Que eu quero o mesmo que você

Tão correto e tão bonito
O infinito é realmente
Um dos deuses mais lindos
Sei que às vezes uso palavras repetidas
Mas quais são as palavras
Que nunca são ditas?
[...]

Já não me preocupo
Se eu não sei por quê
Às vezes o que eu vejo
Quase ninguém vê...

(Dado Villa-Lobos, Renato Russo e Renato Rocha)

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

QE versus QI

"Mais vale a coragem e a persistência rumo aos nossos sonhos, do que dotes naturais mal aproveitados."

E se?

Se eu pudesse trabalhar menos... e ganhar mais...
Se eu pudesse ficar mais tempo com meu filho, lendo histórias pra ele,
contribuindo para sua alfabetização e crescimento intelectual...
Se eu pudesse acompanhá-lo duas vezes por semana à fonoaudióloga...
Se depois da alta da fono eu pudesse levá-lo pra praticar um esporte...
Se eu pudesse praticar uma atividade física também enquanto estivesse esperando por ele...
Se eu dispusesse de tempo para ter um segundo filho...
Se o dinheiro não fosse tão milimetricamente contado no final do mês...
Se eu tivesse, à beira dos 35 anos, com a vida estável e equilibrada...
Se eu não vivesse numa constante montanha russa...
Se eu tivesse tido mais tempo para pensar em todas as possibilidades...
Se eu não tivesse sido convocada agora...
Se acontecesse um milagre...
E se?

sábado, 7 de agosto de 2010

Nunca fez tanto sentido...

  • Quem desdenha quer comprar;
  • O que hoje não vale nada, amanhã poderá ser um tesouro;
  • O mundo pertence a quem se atreve;
  • Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura.
  • Pra quem não sabe onde quer chegar, qualquer lugar serve.

Dieta da Indecisão

Nunca pensei que fosse ter um julho tão conturbado. Essas incertezas, esse medo do por vir, costumava ser em janeiro, quando eu trabalhava como temporária. Julho era época de estar tudo arrumadinho, segundo semestre todo programado, bonitinho, previsto. É a pior crise de identidade das inúmeras que já tive até hoje. Parece que um trator passou por cima de mim. Há dias não como nem durmo direito. Aliás, passei quatro semanas com um caroço de manga engasgado na garganta, uma sensação horrível similar a ânsia de vômito. Perdi 3 kg numa semana. Quem quiser a receita, é a dieta da indecisão. Agora, o caroço de manga desceu, mas o sono muitas vezes interrompido durante a noite continua. E tudo isso por causa da possibilidade de um emprego novo. Mas não é uma porta aberta depois de uma fechada. É ter que sair de um do qual eu gosto para assumir outro que não atrai tanto assim, mas que talvez compense pela tal da estabilidade, pela futura aposentadoria. No entanto, poderá trazer situações muito mais estressantes do que as vividas atualmente. É um giro de 180 graus. Às vezes penso que nem é tão ruim assim não ter opção, pelo menos vai se vivendo de acordo com o que vai chegando, como diz Zeca Pagodinho, deixando a vida nos levar. Enfim, ter opções e ficar em cima do muro é algo que nos destrói, nos envelhece em pouco tempo. É algo avassalador.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

INDECISA

Não decidida; hesitante, irresoluta.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Ídolos

Vendo as monstruosidades praticadas pelo goleiro Bruno, do Flamengo, reflito sobre os ídolos que nossos meninos estão tendo ultimamente; de repente, descoberto um psicopata. É este tipo de ídolo que queremos para as nossas crianças que tanto gostam de futebol?

Rotina

Que saudade de uma rotina toda organizadinha, de almoçar todos os dias em casa, de ter tudo mais ou menos planejado... Mas a vida moderna nos impõe uma carreira, um trabalho fora de casa, a sociedade e nós mesmas nos cobramos isso. Assim, torna-se muito difícil ter uma rotina toda arrumadinha que lhe permita bons momentos em casa durante a semana. Como dizia minha avó, esta rotina maluca é o preço que pagamos pela nossa tão sonhada independência financeira. É tão difícil quanto antigamente ser mulher.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Transição

Parafraseando Chico Xavier: "isso também vai passar."

Oportunidade

"Duas coisas não voltam atrás: a palavra proferida e a oportunidade perdida."

quarta-feira, 7 de julho de 2010

DECEPÇÃO

Quando nos decepcionamos com alguém, é incrível como trata-se de um sentimento horrível. Acaba com a gente, deixa o corpo mole, com uma sensação de derrota, de peso, de cansaço que só quem já sentiu é que sabe. Chega a ser pior do que a raiva porque, no meu caso, quando sinto raiva, mato, esfolo, desabafo, choro... depois passa. Mas nem chorar consegui, é bem mais forte. Não tô falando de decepçãozinha boba do dia-a-dia não, mas de DECEPÇÃO em caixa alta. Principalmente quando trata-se de alguém que você investiu, ajudou, deu conselho, torceu, rezou para dar certo, aí de repente você descobre que fez uma besteira enorme por pura futilidade, egocentrismo, ou falta de caráter mesmo. É aquele tipo de pessoa que não tem consideração e respeito por ninguém, nem por si mesmo, por seu nome, sua imagem. É de deixar a gente sem chão, sem rumo, sem graça. E pra passar, demora um bocado... será mesmo que algum dia passa?

Julho

Amo mês de julho. Desde pequena é o meu mês favorito; talvez por causa das férias escolares. Depois que cresci,veio a faculdade, continuava sendo motivo de alegria. Tornei-me professora e julho continuou na minha agenda como um mês muito especial. Mês de julho combina com férias.
É a cara de festa, churrasco, praia, reunião com amigos, família, viagem, cinema, brincar com filho, dormir até tarde, dormir mais tarde ainda, não ter hora pra almoçar nem jantar, nem pra nada. Tenho sentido muita falta disso. Principalmente porque vejo meu filho em casa e eu tendo que sair todos os dias para trabalhar. Quem sabe não será meu último julho sem férias.
P.S.: Esqueci de ressaltar que eu e meu marido começamos a namorar num 1º de julho. Data linda!!! E ainda temos uma música-tema...


1° de Julho
Legião Urbana
Composição: Renato Russo

Eu vejo que aprendi
O quanto te ensinei
E é nos teus braços que ele vai saber
Não há por que voltar
Não penso em te seguir
Não quero mais a tua insensatez
O que fazes sem pensar aprendeste do olhar
E das palavras que guardei pra ti
Não penso em me vingar
Não sou assim
A tua insegurança era por mim
Não basta o compromisso,
Vale mais o coração
Já que não me entendes, não me julgues
Não me tentes
O que sabes fazer agora
Veio tudo de nossas horas
Eu não minto, eu não sou assim
Ninguém sabia e ninguém viu
Que eu estava a teu lado então
Sou fera, sou bicho, sou anjo e sou mulher
Minha mãe e minha filha,
Minha irmã, minha menina
Mas sou minha, só minha e não de quem quiser
Sou Deus, tua Deusa, meu amor
Alguma coisa aconteceu
Do ventre nasce um novo coração
Não penso em me vingar (nã nã nã não)
Não sou assim
A tua insegurança era por mim
Não basta o compromisso
Vale mais o coração
O que fazes por sonhar
É o mundo que virá, pra ti.. para mim...
Vamos descobrir o mundo juntos, baby
Quero aprender com o teu pequeno grande coração
Meu amor, meu amor...

domingo, 20 de junho de 2010

Copa do Mundo


Concordo com a Marcele Alencar. Também não entendo muito de futebol, mas amo Copa do Mundo. Adoro sair cedo do trabalho, encontrar os amigos pra beber, comer, conversar, sorrir, estar junto, esquecer da rotina ou simplesmente fugir um pouco dela. Gosto de ver as lojas, as ruas, os carros e as pessoas enfeitadas com verde e amarelo. Pinto unha com as cores da bandeira, fico emocionada com o hino, torço, grito! Sou toda orgulho porque sei que meu país nunca deixou de ir a uma Copa do Mundo. Amoooooooooo.

sábado, 19 de junho de 2010

Festa Junina


É a festa mais animada, mais alegre. Alguns podem até achar que o carnaval ganha em alegria, mas há controvérsias: algumas pessoas se escondem no carnaval, viajam só pra descansar... enquanto outros preferem a folia e a farra. Já as festas juninas são alegres desde as músicas até as reuniões em torno das comidas típicas, que maravilha! Talvez essa minha paixão seja pelo fato de ter nascido no interior. Ah, lá é que as festas são boas: quentão, pé-de-moleque, bolo de milho, aluá, sangria, tapioca, milho cozido ou assado (na fogueira)... ah quanta saudade! O sanfoneiro animando, as brincadeiras e as simpatias rolando, tudo em torno da fogueira. Tinha até o costume de se batizar na frente da fogueira, o afilhado e a madrinha de mãos dadas, era a "madrinha de fogueira", que legal! E assim acontecia por todo o mês de junho: cada noite - pelo menos três vezes por semana - a fogueira era numa casa diferente. Tradição que vai se perdendo a cada dia. Bons tempos...

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Porque são mulheres!

Hoje é o niver de duas grandes amigas, duas das mulheres mais fortes que já conheci: Isabel e Lourdes. Que prazer imenso fazer parte da história delas e tê-las como parte da minha história. E por ironia do destino, as duas são pequenas - baixa estatura, corpinho em plena forma, olhos cor de mel, feições delicadas - mas de uma força interior e de uma grandeza tremenda. São super responsáveis no trabalho assim como na vida, até chegam a ser caxias, duronas no quesito resolver problemas e socorrer os outros, mas se desmancham e se descuidam quando são elas que precisam de cuidado e, principalmente, de colo. Às vezes, fico sem entender como é que pode... fico procurando as "sargentonas" de outras ocasiões. Deve ser aí que está a graça delas duas. Ambas nem se conhecem, mas eu gostaria que isso fosse corrigido, acho que se entenderiam muito bem. Qualquer dia desses levo a Lourdes a Tauá e apresento a Isabel. Parabéns amigas! Amo vcs.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Criança

"O poeta se aproxima da criança, que vê o mundo com olhos virgens
e que, por quase nada saber, está aberta ao mistério das coisas.
Para a criança - como para o poeta - viver é uma incessante descoberta da vida."

OBS: Não lembro agora quem é o autor, mas vou pesquisar e posto depois.

Cantar

Ontem pela manhã, a caminho do trabalho, tive o privilégio de ouvir essa música na voz da inconfundível Vanessa da Mata, e cantei do início ao fim, lembrando da adolescência e de quando eu tinha tempo pra ouvir um CD inteirinho do Guilherme Arantes. Como é bom ouvir e cantar uma música de boa qualidade, da qual gostamos, que nos remete a coisas boas. Ah, comecei bem o dia! E como ficou linda na voz da Vanessa.

Um dia um adeus

Só você prá dar
A minha vida direção
O tom, a cor
Me fez voltar a ver a luz
Estrela no deserto a me guiar
Farol no mar, da incerteza...
Um dia um adeus
E eu indo embora
Quanta loucura
Por tão pouca aventura...
Agora entendo
Que andei perdido
O que é que eu faço
Prá você me perdoar...
Ah! que bom seria
Se eu pudesse te abraçar
Beijar, sentir
Como a primeira vez
Te dar o carinho
Que você merece ter
E eu sei te amar
Como ninguém mais...
Ninguém mais
Como ninguém
Jamais te amou
Ninguém jamais te amou
Te amou...
Ninguém mais
Como ninguém
Jamais te amou
Ninguém jamais te amou
Como eu, como eu...

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Meu filho não existe...

Por diversas vezes paro e fico admirando meu filho, aprendendo com ele, sendo coruja ao extremo. Desde que ele era bebezinho, recém-nascido, faço isso. Ficava um tempão olhando aquela criaturinha e perguntando: Meu Deus, é meu mesmo? Como é que pode algo tão perfeito, tão inocente, tão indefeso?
Certa vez ouvi de uma amiga que "filho é o amor que se tornou visível." Não sei de quem é a frase, mas concordo. Outra vez ouvi a Xuxa dizer que o amor que sentimos pelos filhos é um amor tão grande que chega a doer. Acho que estas duas frases definem bem o que sinto pelo meu.
Mas hoje o que me faz escrever são as atitudes dele, que muitas vezes me surpreendem e me deixam maravilhada com sua pessoa, seu caráter, seu jeito inocente de ver o mundo, de uma forma que só as crianças em sua pureza são capazes de enxergar.
Ontem estávamos na praia e ele, como sempre muito comunicativo, fez amizade com um garoto chamado João Pedro (mais ou menos da idade dele). Os dois conversaram muito, nadaram, fizeram castelo e brincaram com um carrinho do McDonald´s que o João Pedro havia levado. Lá pelas tantas o dono do brinquedo percebeu que tinha perdido o carrinho. Os dois procuraram bastante, eu e a mãe dele ajudamos e nada, o carrinho sumiu mesmo. Voltamos pra mesa, os dois se separaram. Passado um certo tempo, Luís Eduardo quis ir tomar banho de novo e o pai o acompanhou. Depois de uma meia hora os dois voltaram da água com o carrinho do João Pedro na mão. Encontraram o carrinho boiando numa piscininha que tinha se formado na praia. Luís Eduardo já chegou na mesa dizendo:"mamãe, precisamos encontrar o João Pedro pra entregar o carrinho dele, ele deve estar procurando." Tentamos encontrar o garoto e a mãe dele, mas já tinham ido embora. Ele ficou tão desapontado em não poder devolver o brinquedo do amiguinho... Então nos arrumamos para irmos pra casa e perguntei o que faríamos com o carrinho. Perguntei para saber qual seria a reação dele, a solução apontada. Eis a surpresa: ele não quis ficar com o brinquedo, simplesmente disse: "vamos deixar aqui em cima da mesa, mamãe, porque se ele voltar vai procurar aqui e vai encontrar."
Quanta inocência, quanto caráter tem meu pequeno. Não é egoísta, não quer o que é dos outros.
Ficamos, eu e o pai dele, olhando aquela criaturinha linda, pensando que devíamos ser criança a vida inteira; certamente o mundo seria bem melhor.

domingo, 13 de junho de 2010

Pra começar bem a semana

Outras duas dúzias de coisinhas à toa que deixam a gente feliz

"Pintinho saindo do ovo
Começar caderno novo
Alegria do meu povo
Espaguete al dente
Um pé de meia quente
Melancia sem semente
Acordar com cafuné
Visita pela chaminé
Estalar os dedos do pé
Queijinhos vindos da França
Menina loira com trança
Dom Quixote e Sancho Pança
Barquinho na enxurrada
Queijo com goiabada
Beijinhos da namorada
Joaninha no nariz
Respingo de chafariz
Fazer um amigo feliz
Estrelinha piscando no céu
Melar o dedo no mel
Abrir clipe de papel
Alguém sempre por perto
Um saco de bombom aberto
Uma rima que deu certo."

Otávio Roth

Casamento

Estive pensando na história da minha amiga e veja que interessante: alguns dizem que professora não arranja marido na escola, que lá é mais difícil encontrar alguém disponível etc. Mas justamente na escola, na festa de Natal de 2007, Eliene conheceu o Mateus e a história deles teve início. Ele estava lá por acaso - ou será que não? - acompanhando o pai dele que é professor da casa. O rapaz, muito empolgado e insistente; a moça, reticente e ponderada. Não era certo arriscar, ele morando em Brasília, de férias em Fortaleza. Ela recentemente saída de uma relação longa, com muitas cicatrizes. A nossa torcida era grande, mas a coisa não era assim tão fácil. Ele correu atrás, insistiu e logo, logo o namoro engatou. A partir de então, as vindas dele a Fortaleza ficaram mais frequentes: feriados prolongados, provas de concursos, várias etapas e a história foi se fortalecendo. Aos poucos, a distância foi tornando-se insuportável. De repente, Mateus não queria mais morar em Brasília; estava decidido: diante da aprovação em dois concursos, Fortaleza o esperava. Fortaleza a cidade, fortaleza a mulher. Porque Eliene é fortaleza. Diante dos muitos e difíceis acontecimentos em sua vida, permanece a força, a meiguice, a coragem e o sorriso. Ficamos todos muito felizes com a vinda dele, era mais um integrante assíduo do GAF (Grupo de Amigos Farristas). E eu que acompanhava a rotina dessa amiga morando sozinha, mais do que ninguém sabia o quanto ela detestava dormir sozinha, seus medos, seus pesadelos... Fiquei mais feliz ainda porque a partir de agora, suas noites serão bem dormidas - pelo menos até a chegada do primeiro bebê. Adorei dar uma de cerimonialista do casamento e foi uma recepção aconchegante, alegre, onde todos estavam muito felizes por acreditar na história dos dois. E que data linda pra se casar: 11 de junho, véspera do Dia dos Namorados.
Parabéns, amiga! Só nos resta agora aguardar a chegada do bebê. Se precisar de ajuda para organizar o chá de fraldas, o batizado... estarei aqui!

Dia dos Namorados

Bilhete

Se tu me amas, ama-me baixinho
Não o grites de cima dos telhados
Deixa em paz os passarinhos
Deixa em paz a mim!
Se me queres, enfim, tem de ser bem devagarinho,
Amada, que a vida é breve, e o amor mais breve ainda...

Mário Quintana

OBS: "Qualquer semelhança terá sido mera coincidência."

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Laurentino Gomes

Lembro-me de que ele só usava as camisas por dentro da calça, só andava bem arrumado. Era um velho limpo e vaidoso, e eu gostava dele por isso. Eu conhecia alguns velhos que não eram limpos nem vaidosos. Além disso, eram chatos. Meu avô não era chato. Ele não incomodava ninguém. Nem os de casa ele incomodava. Era o típico homem discreto, da conversa boa, pessoa agradável.
Costumava passar parte das férias escolares em sua casa e a razão maior da minha presença lá era ele. Não que a Madrinha não fosse importante, mas eu gostava de sentir o quanto ele ficava satisfeito com minha visita; achava-se enaltecido e tinha consciência de que eu me sentia bem quando estava perto dele.
Ele gostava de almoçar cedo, por volta das 10h da manhã, praticamente um café da manhã - coisas de quem mora no interior dos Inhamuns e acorda com as galinhas - e jantar mais cedo ainda, antes do por do sol. Eu ficava maluca com esses horários. Lembro-me que sentávamos na calçada à noite e ficávamos olhando o céu, as estrelas, enquanto ele contava histórias. Eu amava ouvir suas histórias. Desde pequena eu tinha a maior paciência pra conversar com velhos. Acho que isso deve-se ao fato de que fui criada junto à minha avó paterna. Também lembro que ele ouvia religiosamente A Voz do Brasil, sentado ao lado da mesinha do rádio, sempre muito atento.
Meu avô era uma daquelas pessoas com pouco estudo e muita inteligência. Ele era daquele tempo em que as pessoas eram aprendiam a ler, escrever, contar e durante o resto da vida eram autodidatas. Politizado, bem informado, esclarecido. Gostava de conversar com ele sobre a História do Brasil (sempre gostei de História); falava-me muito sobre os presidentes de sua época. Ele dizia que gostava de mim porque eu era uma das poucas pessoas jovens que gostava de conversar com velhos, a única neta que sentava pra conversar com ele sempre que tinha oportunidade. Eu era pequena mas sabia que ele tinha vivido e sofrido muita coisa. Também tinha feito muita gente sofrer - era mulherengo. Mas esse tema ficará para o final do texto.
Muita gente o procurava para pedir aconselhamento, dicas de como resolver negócios, pessoas pedindo que ele levasse alguém ao médico. Costume antigo de seus tempos de vereador. Era comum estarmos na calçada e chegar algum vizinho aproveitando uma pontinha da calçada para uns dedinhos de prosa. Sua casa era a principal do lugarejo; por lá sempre passava alguém se arranchando.
Lembro também que ele gostav de ler, colocava os óculos, sentava à mesa e lia, mesmo sendo à luz de lamparina. Sonhava com a chegada da luz elétrica, uma de suas reivindicações como vereador. Mas não deu tempo, morreu antes que esse sonho fosse realizado.
Andava com passos firmes, as mãos ligeiramente fechadas; nunca vi alguém andar com as mãos assim, só ele.
Era cuidadoso comigo, ficava perguntando à Madrinha se ela já havia me dado comida, se tinha colocado a rede e os lençóis no sol, por causa da minha asma; afinal, como asmático ele sabia o quanto era ruim um lençol com cheiro de guardado. E quando era dia de voltar? Ele me chamava de madrugada para me arrumar porque o carro já ia passar. Para falar a verdade, essa era a única hora em que eu me arrependia de ter ido.
Quando pintei o cabelo de louro, perguntei se ele gostava mais do meu cabelo louro ou castanho, ele respondeu que era louro e ainda disse mais: "dizem que as loiras são mais felizes, uma loira nunca passa despercebida." Não sei de onde ele tirou essas ideias, coisas do meu avô.
Seu único defeito era ser mulherengo. Mas não era enxerido, sabia fazer um elogio ou dizer uma brincadeira sem ser mal interpretado. Sobre suas inúmeras mulheres ele nunca falava, sempre desconversava quando a gente tentava arrancar algo mais. Dizia que boa parte das histórias eram exagero, que era muito perseguido. Nunca o vi queixar-se de qualquer coisa. Também nunca o vi falar mal de ninguém. Era um senhor muito distinto.
Meu avô tinha a alma jovem, não se assustava com as coisas da modernidade nem censurava ninguém, aceitava bem as mudanças. Mas ficava encabulado quando eu contava uma piada mais cabeluda.
Jamais pensei que fosse sentir tantas saudades dele. Devia ter dito a ele o quanto era orgulhosa por ser sua neta. Mas acho que ele sempre soube disso. Sua morte me marcou demais, talvez por ter acompanhado seu sofrimento e ter passado com ele seus últimos momentos. Lembro sempre dele com aquele sorriso maroto. Acho que ele foi uma pessoa feliz.
Obs: Texto escrito em 05/08/2004.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Perdendo dentes...

Ontem meu lindo filhote perdeu seu primeiro dente. Chorou, esperneou, ficou chateado porque agora estava sem um dente na boca. Não entendia que um caía e o outro demoraria a nascer. Queria que, como mágica, não ficasse um minuto sem o tal dentinho. Sentei com ele e fui explicar que todos nós perdemos dentes, que aquele era pequeno, de criança e que, como ele mesmo diz, agora é um homem e precisa de um dente de homem, maior, mais largo... que comigo e com o pai dele também tinha sido assim, com a Dinda também e que todos os amiguinhos da escola também iriam passar por isso. Ele demorou algumas horas para entender, mas depois já estava fazendo festa, mostrando a janelinha a todo mundo. Fiquei pensando como o tempo passa rápido e como as crianças estão mudando os dentes cada vez mais cedo. Quando eu era criança, no início dos anos 80, começávamos este fenômeno por volta dos 7 anos de idade. Meu filho só tem 5. É a modernidade, é a celeridade com que as coisas acontecem...

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Um pouquinho de nostalgia

Estava lendo Anarquistas Graças a Deus, da Zélia Gattai e lembrei da minha infância e adolescência no interior. Fiquei refletindo sobre os costumes, sobre a vida pacata nas pequenas cidades... e me deparei com uma lembrança: as casas que eu frequentava. As pessoas (quase todas que eu conhecia) podiam comprar ou construir suas casas; em sua maioria, grandes, com área na frente e quintal com bastante espaço. Neste quintal amontoavam-se árvores frutíferas que faziam a alegria da criançada. E não tinha uma casa onde não houvesse pelo menos dois animais domésticos. Nós, as crianças, éramos responsáveis pelo ato de alimentá-los, pelo banho e até mesmo pelo adestramento deles. Isto fazia com que desenvolvêssemos um respeito pelos animais, pela natureza, pela vida. Falta este sentimento nas crianças de hoje. Costumávamos sentar e brincar na calçada, sentar na pracinha, andar bastante a pé, de bicicleta, tudo isso sem perigo algum. Como diz Zélia Gattai "havia tempo para tudo, não se andava apressado, a vida não era abreviada, as palavras não eram abreviadas, nem os nomes das pessoas e das coisas em geral.(...) A vida simples era rica, alegre e sadia. Os divertimentos eram poucos, mas suficientes para encher o nosso mundo." Fiquei alguns minutos pensando nisso, no quanto a gente era feliz com pouco, no quanto as pessoas hoje são "insaciáveis", querem TER o tempo inteiro, só pensam nisso. Parece que nunca estão satisfeitas. Nos meus tempos de criança e adolescente, éramos felizes com aquilo que hoje parece pouco, mas na verdade éramos felizes com aquilo que realmente importa, com as coisas que são simples mas são as que nos fazem bem, nos deixam de alma leve. É essa a diferença.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Autossuficiência

Vi esta definição num panfleto de uma igreja e achei pertinente postá-lo aqui:
O que é autossuficiência?
" 'Autossuficiência significa usar as bênçãos que recebemos do Pai Celestial para cuidar de nós e de nossa família e encontrar soluções para nossos problemas.' Cada um de nós tem a responsabilidade de tentar evitar problemas antes que ocorram e de aprender a superá-los quando ocorrem."
Como nos tornamos autossuficientes?
Tornamo-nos autossuficientes por meio da obtenção de conhecimento, estudo e alfabetização; pela administração sábia do dinheiro e dos recursos; sendo fortes espiritualmente; preparando-nos para emergência e eventualidades; tendo saúde física e bem estar social e emocional.
(Julie B. Beck, presidente geral da Sociedade de Socorro, no livro Princípios Básicos de Bem-Estar e Autossuficiência - publicado em 2009)

Dia das Mães


Em sentido horário: minha avó, minha sogra, minha mãe,
eu com Luís Eduardo, meus filhotes.
É o terceiro Dia das Mães que passo sem ela e a saudade é cada vez maior. Sinto falta de pegar o telefone logo de manhã cedo e ligar pra ouvir sua voz alegre, a se orgulhar das ligações recebidas. Que imensa é a saudade de sua bênção, que me deixava como que protegida pelo resto do dia, da semana, do mês quem sabe. Tenho uma mãe maravilhosa e nem quero imaginar minha vida sem ela. Tenho uma sogra também considerada mãe. Mas a falta da minha avó, que praticamente me criou ainda dói demais, ainda lateja sempre. Era diferente ouvi-la dizer DEUS TE ABENÇOE, era como se essa frase vindo dela tivesse realmente um certo poder, uma proteção. Seu enterro foi o cortejo mais difícil que acompanhei. Gostaria de não tê-lo feito. Devia ter dito a ela semanalmente - e por que não semanalmente? - que fui uma criança mais feliz, e consequentemente, uma adulta mais feliz por sua causa, por seu carinho, sua companhia, sua doce presença. O meu consolo é saber que ela tinha consciência do quanto eu a amava. Às vezes penso que ela era boa demais pra ficar mais tempo aqui, era egoísmo querer segurá-la mais. Mas gostaria muito que tivesse visto meu filho crescer. Ele ia adorar a bisa que ela seria.Lembro da cena no dia de sua morte: eu chorando inconsolável sentada no sofá e de repente, Luís Eduardo veio me emprestar sua chupeta e seu lençol de estimação (o cheiroso, como ele chama) para que eu parasse de chorar. Ele tinha apenas 2 anos e meio, mas entendeu que tratava-se de algo muito sério e muito triste.



Dia das Mães II


Neste ano tive uma surpresinha linda: meus filhotes arrumaram um café da manhã bem lindo, com direito a flores e presente. Adoreiiiiii!!! Tinha visto a movimentação deles desde o dia anterior. Desconfiei que estavam tramando alguma coisa. Só não sabia o que era. Detalhe: o Luís Eduardo tem apenas 5 anos e guardou o segredo de tudo, a pedido da dinda e irmã "adorotiva" dele que é a Aline. Ela me dá um trabalho danado, preocupações... mas ainda consegue me surpreender; é supercarinhosa e muitas vezes me quebra pesados galhos. Esqueci de ressaltar que na sexta-feira, dia 07/05, o Luís Eduardo cantou Gatinha Manhosa - do Leo Jaime, junto com a turminha dele na escola. Ao final, eu precisava de um babador e um lenço. Foi lindoooooo!!!

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Saudade

Segunda, 03/05/10, fui à missa de 7º dia da D. Dezinha, mãe da Amilca. Era pra ser só mais uma missa de solidariedade a uma amiga. Mas no finalzinho, eis um fato inesperado: o canto final era a música Utopia, do Pe. Zezinho. Quando comecei a ouvir e a cantar, não suportei, embarguei a voz... aí travou tudo e chorei feito criança. Lembrei da minha infância e início da adolescência, dos tempos de Colégio Antonio Araripe, quando entrávamos na escola ouvindo músicas religiosas, na sua maioria, do Pe. Zezinho. Além de Utopia, lembro de Um Certo Galileu, A Barca, Amar como Jesus amou, Maria de Nazaré e tantas outras. Aí foi inevitável lembrar da minha avó, que me acordava as 6:00h e eu ficava enrolando. Mas a partir das 6:30h já começávamos a ouvir a música tocar na escola. Ai que saudade de tudo: da leveza e da falta de responsabilidade que só a infância nos permite, do colo e dos cuidados da Vó, do café com leite bem quentinho de manhã cedo, do percurso para a escola, dos amigos, da disciplina rígida da Irmã Olindina que se fazia presente através da figura “sargentão” da Irmã Angelim. Ai que saudade!
A letra da música não tinha muito a ver comigo. Graças a Deus, lá em casa não faltava nada. Mas eu gostava de ouvi-la, da melodia, da melancolia em torno dela... enfim, faz parte da minha trilha sonora. Ei-la:

Utopia
Padre Zezinho
Composição: Pe. Zezinho

Das muitas coisas
Do meu tempo de criança
Guardo vivo na lembrança
O aconchego de meu lar
No fim da tarde
Quando tudo se aquietava
A família se ajuntava
Lá no alpendre a conversar

Meus pais não tinham
Nem escola e nem dinheiro
Todo dia o ano inteiro
Trabalhavam sem parar
Faltava tudo
Mas a gente nem ligava
O importante não faltava
Seu sorriso, seu olhar

Eu tantas vezes
Vi meu pai chegar cansado
Mas aquilo era sagrado
Um por um ele afagava
E perguntava
Quem fizera estrepolia
E mamãe nos defendia
E tudo aos poucos se ajeitava

O sol se punha
A viola alguém trazia
Todo mundo então pedia
Pro papai cantar com a gente
Desafinado
Meio rouco e voz cansada
Ele cantava mil toadas
Seu olhar no sol poente

Correu o tempo
E hoje eu vejo a maravilha
De se ter uma família
Quando tantos não a tem
Agora falam
Do desquite ou do divórcio
O amor virou consórcio
Compromisso de ninguém

Há tantos filhos
Que bem mais do que um palácio
Gostariam de um abraço
E do carinho entre seus pais
Se os pais amassem
O divórcio não viria
Chame a isso de utopia
Eu a isso chamo paz.

Estréia

Começo hoje a postar aqui meus devaneios, reflexões, cismas, desabafos, ideias e maluquices de quem sempre gostou de fazer isso, mas que guardava seus escritos em agendas, folhas soltas, pasta em Meus Documentos no próprio pen drive. Hoje resolvi começar a postá-los e a estréia é com a grande Martha Medeiros:

PEDAÇOS DE MIM

Eu sou feito de
Sonhos interrompidos
Detalhes despercebidos
Amores mal resolvidos

Sou feito de
Choros sem ter razão
Pessoas no coração
Atos por impulsão

Sinto falta de
Lugares que não conheci
Experiências que não vivi
Momentos que já esqueci

Eu sou amor
E carinho constante
Distraída até o bastante
Não paro por instante

Já tive
Noites mal dormidas
Perdi pessoas muito queridas
Cumpri coisas não prometidas

Muitas vezes eu
Desisti sem mesmo tentar
Pensei em fugir para não enfrentar
Sorri para não chorar

Eu sinto
Pelas coisas que não mudei
Amizades que não cultivei
Aqueles que eu julguei
Coisas que eu falei

Tenho saudade
De pessoas que fui conhecendo
Lembranças que fui esquecendo
Amigos que acabei perdendo
Mas continuo vivendo e aprendendo.