Segunda, 03/05/10, fui à missa de 7º dia da D. Dezinha, mãe da Amilca. Era pra ser só mais uma missa de solidariedade a uma amiga. Mas no finalzinho, eis um fato inesperado: o canto final era a música Utopia, do Pe. Zezinho. Quando comecei a ouvir e a cantar, não suportei, embarguei a voz... aí travou tudo e chorei feito criança. Lembrei da minha infância e início da adolescência, dos tempos de Colégio Antonio Araripe, quando entrávamos na escola ouvindo músicas religiosas, na sua maioria, do Pe. Zezinho. Além de Utopia, lembro de Um Certo Galileu, A Barca, Amar como Jesus amou, Maria de Nazaré e tantas outras. Aí foi inevitável lembrar da minha avó, que me acordava as 6:00h e eu ficava enrolando. Mas a partir das 6:30h já começávamos a ouvir a música tocar na escola. Ai que saudade de tudo: da leveza e da falta de responsabilidade que só a infância nos permite, do colo e dos cuidados da Vó, do café com leite bem quentinho de manhã cedo, do percurso para a escola, dos amigos, da disciplina rígida da Irmã Olindina que se fazia presente através da figura “sargentão” da Irmã Angelim. Ai que saudade!
A letra da música não tinha muito a ver comigo. Graças a Deus, lá em casa não faltava nada. Mas eu gostava de ouvi-la, da melodia, da melancolia em torno dela... enfim, faz parte da minha trilha sonora. Ei-la:
Utopia
Padre Zezinho
Composição: Pe. Zezinho
Das muitas coisas
Do meu tempo de criança
Guardo vivo na lembrança
O aconchego de meu lar
No fim da tarde
Quando tudo se aquietava
A família se ajuntava
Lá no alpendre a conversar
Meus pais não tinham
Nem escola e nem dinheiro
Todo dia o ano inteiro
Trabalhavam sem parar
Faltava tudo
Mas a gente nem ligava
O importante não faltava
Seu sorriso, seu olhar
Eu tantas vezes
Vi meu pai chegar cansado
Mas aquilo era sagrado
Um por um ele afagava
E perguntava
Quem fizera estrepolia
E mamãe nos defendia
E tudo aos poucos se ajeitava
O sol se punha
A viola alguém trazia
Todo mundo então pedia
Pro papai cantar com a gente
Desafinado
Meio rouco e voz cansada
Ele cantava mil toadas
Seu olhar no sol poente
Correu o tempo
E hoje eu vejo a maravilha
De se ter uma família
Quando tantos não a tem
Agora falam
Do desquite ou do divórcio
O amor virou consórcio
Compromisso de ninguém
Há tantos filhos
Que bem mais do que um palácio
Gostariam de um abraço
E do carinho entre seus pais
Se os pais amassem
O divórcio não viria
Chame a isso de utopia
Eu a isso chamo paz.
A letra da música não tinha muito a ver comigo. Graças a Deus, lá em casa não faltava nada. Mas eu gostava de ouvi-la, da melodia, da melancolia em torno dela... enfim, faz parte da minha trilha sonora. Ei-la:
Utopia
Padre Zezinho
Composição: Pe. Zezinho
Das muitas coisas
Do meu tempo de criança
Guardo vivo na lembrança
O aconchego de meu lar
No fim da tarde
Quando tudo se aquietava
A família se ajuntava
Lá no alpendre a conversar
Meus pais não tinham
Nem escola e nem dinheiro
Todo dia o ano inteiro
Trabalhavam sem parar
Faltava tudo
Mas a gente nem ligava
O importante não faltava
Seu sorriso, seu olhar
Eu tantas vezes
Vi meu pai chegar cansado
Mas aquilo era sagrado
Um por um ele afagava
E perguntava
Quem fizera estrepolia
E mamãe nos defendia
E tudo aos poucos se ajeitava
O sol se punha
A viola alguém trazia
Todo mundo então pedia
Pro papai cantar com a gente
Desafinado
Meio rouco e voz cansada
Ele cantava mil toadas
Seu olhar no sol poente
Correu o tempo
E hoje eu vejo a maravilha
De se ter uma família
Quando tantos não a tem
Agora falam
Do desquite ou do divórcio
O amor virou consórcio
Compromisso de ninguém
Há tantos filhos
Que bem mais do que um palácio
Gostariam de um abraço
E do carinho entre seus pais
Se os pais amassem
O divórcio não viria
Chame a isso de utopia
Eu a isso chamo paz.
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