domingo, 20 de junho de 2010

Copa do Mundo


Concordo com a Marcele Alencar. Também não entendo muito de futebol, mas amo Copa do Mundo. Adoro sair cedo do trabalho, encontrar os amigos pra beber, comer, conversar, sorrir, estar junto, esquecer da rotina ou simplesmente fugir um pouco dela. Gosto de ver as lojas, as ruas, os carros e as pessoas enfeitadas com verde e amarelo. Pinto unha com as cores da bandeira, fico emocionada com o hino, torço, grito! Sou toda orgulho porque sei que meu país nunca deixou de ir a uma Copa do Mundo. Amoooooooooo.

sábado, 19 de junho de 2010

Festa Junina


É a festa mais animada, mais alegre. Alguns podem até achar que o carnaval ganha em alegria, mas há controvérsias: algumas pessoas se escondem no carnaval, viajam só pra descansar... enquanto outros preferem a folia e a farra. Já as festas juninas são alegres desde as músicas até as reuniões em torno das comidas típicas, que maravilha! Talvez essa minha paixão seja pelo fato de ter nascido no interior. Ah, lá é que as festas são boas: quentão, pé-de-moleque, bolo de milho, aluá, sangria, tapioca, milho cozido ou assado (na fogueira)... ah quanta saudade! O sanfoneiro animando, as brincadeiras e as simpatias rolando, tudo em torno da fogueira. Tinha até o costume de se batizar na frente da fogueira, o afilhado e a madrinha de mãos dadas, era a "madrinha de fogueira", que legal! E assim acontecia por todo o mês de junho: cada noite - pelo menos três vezes por semana - a fogueira era numa casa diferente. Tradição que vai se perdendo a cada dia. Bons tempos...

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Porque são mulheres!

Hoje é o niver de duas grandes amigas, duas das mulheres mais fortes que já conheci: Isabel e Lourdes. Que prazer imenso fazer parte da história delas e tê-las como parte da minha história. E por ironia do destino, as duas são pequenas - baixa estatura, corpinho em plena forma, olhos cor de mel, feições delicadas - mas de uma força interior e de uma grandeza tremenda. São super responsáveis no trabalho assim como na vida, até chegam a ser caxias, duronas no quesito resolver problemas e socorrer os outros, mas se desmancham e se descuidam quando são elas que precisam de cuidado e, principalmente, de colo. Às vezes, fico sem entender como é que pode... fico procurando as "sargentonas" de outras ocasiões. Deve ser aí que está a graça delas duas. Ambas nem se conhecem, mas eu gostaria que isso fosse corrigido, acho que se entenderiam muito bem. Qualquer dia desses levo a Lourdes a Tauá e apresento a Isabel. Parabéns amigas! Amo vcs.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Criança

"O poeta se aproxima da criança, que vê o mundo com olhos virgens
e que, por quase nada saber, está aberta ao mistério das coisas.
Para a criança - como para o poeta - viver é uma incessante descoberta da vida."

OBS: Não lembro agora quem é o autor, mas vou pesquisar e posto depois.

Cantar

Ontem pela manhã, a caminho do trabalho, tive o privilégio de ouvir essa música na voz da inconfundível Vanessa da Mata, e cantei do início ao fim, lembrando da adolescência e de quando eu tinha tempo pra ouvir um CD inteirinho do Guilherme Arantes. Como é bom ouvir e cantar uma música de boa qualidade, da qual gostamos, que nos remete a coisas boas. Ah, comecei bem o dia! E como ficou linda na voz da Vanessa.

Um dia um adeus

Só você prá dar
A minha vida direção
O tom, a cor
Me fez voltar a ver a luz
Estrela no deserto a me guiar
Farol no mar, da incerteza...
Um dia um adeus
E eu indo embora
Quanta loucura
Por tão pouca aventura...
Agora entendo
Que andei perdido
O que é que eu faço
Prá você me perdoar...
Ah! que bom seria
Se eu pudesse te abraçar
Beijar, sentir
Como a primeira vez
Te dar o carinho
Que você merece ter
E eu sei te amar
Como ninguém mais...
Ninguém mais
Como ninguém
Jamais te amou
Ninguém jamais te amou
Te amou...
Ninguém mais
Como ninguém
Jamais te amou
Ninguém jamais te amou
Como eu, como eu...

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Meu filho não existe...

Por diversas vezes paro e fico admirando meu filho, aprendendo com ele, sendo coruja ao extremo. Desde que ele era bebezinho, recém-nascido, faço isso. Ficava um tempão olhando aquela criaturinha e perguntando: Meu Deus, é meu mesmo? Como é que pode algo tão perfeito, tão inocente, tão indefeso?
Certa vez ouvi de uma amiga que "filho é o amor que se tornou visível." Não sei de quem é a frase, mas concordo. Outra vez ouvi a Xuxa dizer que o amor que sentimos pelos filhos é um amor tão grande que chega a doer. Acho que estas duas frases definem bem o que sinto pelo meu.
Mas hoje o que me faz escrever são as atitudes dele, que muitas vezes me surpreendem e me deixam maravilhada com sua pessoa, seu caráter, seu jeito inocente de ver o mundo, de uma forma que só as crianças em sua pureza são capazes de enxergar.
Ontem estávamos na praia e ele, como sempre muito comunicativo, fez amizade com um garoto chamado João Pedro (mais ou menos da idade dele). Os dois conversaram muito, nadaram, fizeram castelo e brincaram com um carrinho do McDonald´s que o João Pedro havia levado. Lá pelas tantas o dono do brinquedo percebeu que tinha perdido o carrinho. Os dois procuraram bastante, eu e a mãe dele ajudamos e nada, o carrinho sumiu mesmo. Voltamos pra mesa, os dois se separaram. Passado um certo tempo, Luís Eduardo quis ir tomar banho de novo e o pai o acompanhou. Depois de uma meia hora os dois voltaram da água com o carrinho do João Pedro na mão. Encontraram o carrinho boiando numa piscininha que tinha se formado na praia. Luís Eduardo já chegou na mesa dizendo:"mamãe, precisamos encontrar o João Pedro pra entregar o carrinho dele, ele deve estar procurando." Tentamos encontrar o garoto e a mãe dele, mas já tinham ido embora. Ele ficou tão desapontado em não poder devolver o brinquedo do amiguinho... Então nos arrumamos para irmos pra casa e perguntei o que faríamos com o carrinho. Perguntei para saber qual seria a reação dele, a solução apontada. Eis a surpresa: ele não quis ficar com o brinquedo, simplesmente disse: "vamos deixar aqui em cima da mesa, mamãe, porque se ele voltar vai procurar aqui e vai encontrar."
Quanta inocência, quanto caráter tem meu pequeno. Não é egoísta, não quer o que é dos outros.
Ficamos, eu e o pai dele, olhando aquela criaturinha linda, pensando que devíamos ser criança a vida inteira; certamente o mundo seria bem melhor.

domingo, 13 de junho de 2010

Pra começar bem a semana

Outras duas dúzias de coisinhas à toa que deixam a gente feliz

"Pintinho saindo do ovo
Começar caderno novo
Alegria do meu povo
Espaguete al dente
Um pé de meia quente
Melancia sem semente
Acordar com cafuné
Visita pela chaminé
Estalar os dedos do pé
Queijinhos vindos da França
Menina loira com trança
Dom Quixote e Sancho Pança
Barquinho na enxurrada
Queijo com goiabada
Beijinhos da namorada
Joaninha no nariz
Respingo de chafariz
Fazer um amigo feliz
Estrelinha piscando no céu
Melar o dedo no mel
Abrir clipe de papel
Alguém sempre por perto
Um saco de bombom aberto
Uma rima que deu certo."

Otávio Roth

Casamento

Estive pensando na história da minha amiga e veja que interessante: alguns dizem que professora não arranja marido na escola, que lá é mais difícil encontrar alguém disponível etc. Mas justamente na escola, na festa de Natal de 2007, Eliene conheceu o Mateus e a história deles teve início. Ele estava lá por acaso - ou será que não? - acompanhando o pai dele que é professor da casa. O rapaz, muito empolgado e insistente; a moça, reticente e ponderada. Não era certo arriscar, ele morando em Brasília, de férias em Fortaleza. Ela recentemente saída de uma relação longa, com muitas cicatrizes. A nossa torcida era grande, mas a coisa não era assim tão fácil. Ele correu atrás, insistiu e logo, logo o namoro engatou. A partir de então, as vindas dele a Fortaleza ficaram mais frequentes: feriados prolongados, provas de concursos, várias etapas e a história foi se fortalecendo. Aos poucos, a distância foi tornando-se insuportável. De repente, Mateus não queria mais morar em Brasília; estava decidido: diante da aprovação em dois concursos, Fortaleza o esperava. Fortaleza a cidade, fortaleza a mulher. Porque Eliene é fortaleza. Diante dos muitos e difíceis acontecimentos em sua vida, permanece a força, a meiguice, a coragem e o sorriso. Ficamos todos muito felizes com a vinda dele, era mais um integrante assíduo do GAF (Grupo de Amigos Farristas). E eu que acompanhava a rotina dessa amiga morando sozinha, mais do que ninguém sabia o quanto ela detestava dormir sozinha, seus medos, seus pesadelos... Fiquei mais feliz ainda porque a partir de agora, suas noites serão bem dormidas - pelo menos até a chegada do primeiro bebê. Adorei dar uma de cerimonialista do casamento e foi uma recepção aconchegante, alegre, onde todos estavam muito felizes por acreditar na história dos dois. E que data linda pra se casar: 11 de junho, véspera do Dia dos Namorados.
Parabéns, amiga! Só nos resta agora aguardar a chegada do bebê. Se precisar de ajuda para organizar o chá de fraldas, o batizado... estarei aqui!

Dia dos Namorados

Bilhete

Se tu me amas, ama-me baixinho
Não o grites de cima dos telhados
Deixa em paz os passarinhos
Deixa em paz a mim!
Se me queres, enfim, tem de ser bem devagarinho,
Amada, que a vida é breve, e o amor mais breve ainda...

Mário Quintana

OBS: "Qualquer semelhança terá sido mera coincidência."

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Laurentino Gomes

Lembro-me de que ele só usava as camisas por dentro da calça, só andava bem arrumado. Era um velho limpo e vaidoso, e eu gostava dele por isso. Eu conhecia alguns velhos que não eram limpos nem vaidosos. Além disso, eram chatos. Meu avô não era chato. Ele não incomodava ninguém. Nem os de casa ele incomodava. Era o típico homem discreto, da conversa boa, pessoa agradável.
Costumava passar parte das férias escolares em sua casa e a razão maior da minha presença lá era ele. Não que a Madrinha não fosse importante, mas eu gostava de sentir o quanto ele ficava satisfeito com minha visita; achava-se enaltecido e tinha consciência de que eu me sentia bem quando estava perto dele.
Ele gostava de almoçar cedo, por volta das 10h da manhã, praticamente um café da manhã - coisas de quem mora no interior dos Inhamuns e acorda com as galinhas - e jantar mais cedo ainda, antes do por do sol. Eu ficava maluca com esses horários. Lembro-me que sentávamos na calçada à noite e ficávamos olhando o céu, as estrelas, enquanto ele contava histórias. Eu amava ouvir suas histórias. Desde pequena eu tinha a maior paciência pra conversar com velhos. Acho que isso deve-se ao fato de que fui criada junto à minha avó paterna. Também lembro que ele ouvia religiosamente A Voz do Brasil, sentado ao lado da mesinha do rádio, sempre muito atento.
Meu avô era uma daquelas pessoas com pouco estudo e muita inteligência. Ele era daquele tempo em que as pessoas eram aprendiam a ler, escrever, contar e durante o resto da vida eram autodidatas. Politizado, bem informado, esclarecido. Gostava de conversar com ele sobre a História do Brasil (sempre gostei de História); falava-me muito sobre os presidentes de sua época. Ele dizia que gostava de mim porque eu era uma das poucas pessoas jovens que gostava de conversar com velhos, a única neta que sentava pra conversar com ele sempre que tinha oportunidade. Eu era pequena mas sabia que ele tinha vivido e sofrido muita coisa. Também tinha feito muita gente sofrer - era mulherengo. Mas esse tema ficará para o final do texto.
Muita gente o procurava para pedir aconselhamento, dicas de como resolver negócios, pessoas pedindo que ele levasse alguém ao médico. Costume antigo de seus tempos de vereador. Era comum estarmos na calçada e chegar algum vizinho aproveitando uma pontinha da calçada para uns dedinhos de prosa. Sua casa era a principal do lugarejo; por lá sempre passava alguém se arranchando.
Lembro também que ele gostav de ler, colocava os óculos, sentava à mesa e lia, mesmo sendo à luz de lamparina. Sonhava com a chegada da luz elétrica, uma de suas reivindicações como vereador. Mas não deu tempo, morreu antes que esse sonho fosse realizado.
Andava com passos firmes, as mãos ligeiramente fechadas; nunca vi alguém andar com as mãos assim, só ele.
Era cuidadoso comigo, ficava perguntando à Madrinha se ela já havia me dado comida, se tinha colocado a rede e os lençóis no sol, por causa da minha asma; afinal, como asmático ele sabia o quanto era ruim um lençol com cheiro de guardado. E quando era dia de voltar? Ele me chamava de madrugada para me arrumar porque o carro já ia passar. Para falar a verdade, essa era a única hora em que eu me arrependia de ter ido.
Quando pintei o cabelo de louro, perguntei se ele gostava mais do meu cabelo louro ou castanho, ele respondeu que era louro e ainda disse mais: "dizem que as loiras são mais felizes, uma loira nunca passa despercebida." Não sei de onde ele tirou essas ideias, coisas do meu avô.
Seu único defeito era ser mulherengo. Mas não era enxerido, sabia fazer um elogio ou dizer uma brincadeira sem ser mal interpretado. Sobre suas inúmeras mulheres ele nunca falava, sempre desconversava quando a gente tentava arrancar algo mais. Dizia que boa parte das histórias eram exagero, que era muito perseguido. Nunca o vi queixar-se de qualquer coisa. Também nunca o vi falar mal de ninguém. Era um senhor muito distinto.
Meu avô tinha a alma jovem, não se assustava com as coisas da modernidade nem censurava ninguém, aceitava bem as mudanças. Mas ficava encabulado quando eu contava uma piada mais cabeluda.
Jamais pensei que fosse sentir tantas saudades dele. Devia ter dito a ele o quanto era orgulhosa por ser sua neta. Mas acho que ele sempre soube disso. Sua morte me marcou demais, talvez por ter acompanhado seu sofrimento e ter passado com ele seus últimos momentos. Lembro sempre dele com aquele sorriso maroto. Acho que ele foi uma pessoa feliz.
Obs: Texto escrito em 05/08/2004.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Perdendo dentes...

Ontem meu lindo filhote perdeu seu primeiro dente. Chorou, esperneou, ficou chateado porque agora estava sem um dente na boca. Não entendia que um caía e o outro demoraria a nascer. Queria que, como mágica, não ficasse um minuto sem o tal dentinho. Sentei com ele e fui explicar que todos nós perdemos dentes, que aquele era pequeno, de criança e que, como ele mesmo diz, agora é um homem e precisa de um dente de homem, maior, mais largo... que comigo e com o pai dele também tinha sido assim, com a Dinda também e que todos os amiguinhos da escola também iriam passar por isso. Ele demorou algumas horas para entender, mas depois já estava fazendo festa, mostrando a janelinha a todo mundo. Fiquei pensando como o tempo passa rápido e como as crianças estão mudando os dentes cada vez mais cedo. Quando eu era criança, no início dos anos 80, começávamos este fenômeno por volta dos 7 anos de idade. Meu filho só tem 5. É a modernidade, é a celeridade com que as coisas acontecem...