segunda-feira, 14 de junho de 2010

Meu filho não existe...

Por diversas vezes paro e fico admirando meu filho, aprendendo com ele, sendo coruja ao extremo. Desde que ele era bebezinho, recém-nascido, faço isso. Ficava um tempão olhando aquela criaturinha e perguntando: Meu Deus, é meu mesmo? Como é que pode algo tão perfeito, tão inocente, tão indefeso?
Certa vez ouvi de uma amiga que "filho é o amor que se tornou visível." Não sei de quem é a frase, mas concordo. Outra vez ouvi a Xuxa dizer que o amor que sentimos pelos filhos é um amor tão grande que chega a doer. Acho que estas duas frases definem bem o que sinto pelo meu.
Mas hoje o que me faz escrever são as atitudes dele, que muitas vezes me surpreendem e me deixam maravilhada com sua pessoa, seu caráter, seu jeito inocente de ver o mundo, de uma forma que só as crianças em sua pureza são capazes de enxergar.
Ontem estávamos na praia e ele, como sempre muito comunicativo, fez amizade com um garoto chamado João Pedro (mais ou menos da idade dele). Os dois conversaram muito, nadaram, fizeram castelo e brincaram com um carrinho do McDonald´s que o João Pedro havia levado. Lá pelas tantas o dono do brinquedo percebeu que tinha perdido o carrinho. Os dois procuraram bastante, eu e a mãe dele ajudamos e nada, o carrinho sumiu mesmo. Voltamos pra mesa, os dois se separaram. Passado um certo tempo, Luís Eduardo quis ir tomar banho de novo e o pai o acompanhou. Depois de uma meia hora os dois voltaram da água com o carrinho do João Pedro na mão. Encontraram o carrinho boiando numa piscininha que tinha se formado na praia. Luís Eduardo já chegou na mesa dizendo:"mamãe, precisamos encontrar o João Pedro pra entregar o carrinho dele, ele deve estar procurando." Tentamos encontrar o garoto e a mãe dele, mas já tinham ido embora. Ele ficou tão desapontado em não poder devolver o brinquedo do amiguinho... Então nos arrumamos para irmos pra casa e perguntei o que faríamos com o carrinho. Perguntei para saber qual seria a reação dele, a solução apontada. Eis a surpresa: ele não quis ficar com o brinquedo, simplesmente disse: "vamos deixar aqui em cima da mesa, mamãe, porque se ele voltar vai procurar aqui e vai encontrar."
Quanta inocência, quanto caráter tem meu pequeno. Não é egoísta, não quer o que é dos outros.
Ficamos, eu e o pai dele, olhando aquela criaturinha linda, pensando que devíamos ser criança a vida inteira; certamente o mundo seria bem melhor.

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